Estágio

Post do candidato #5

Amigos Homens

Pensando sobre o universo masculino e sobre minha atual imersão no mundo gay, lembrei que o mesmo pertence ao universo masculino! Vivo no mundo gay, meus amigos são gays, mas são homens! E novamente com cara de interrogação me perguntei por que os assuntos gays não são encarados também como assuntos de homem?

Criou-se uma fragmentação no mercado masculino, onde há o mundo gay e o mundo do homem e implicitamente nos é dito que as duas coisas não devem se misturar. Revistas, programações de televisão, marcas, baladas, restaurantes são direcionadas para cada um dos mundos, para agradar a perfis diferentes, sim, mas muitas vezes reforçando preconceitos apesar das várias características em comum.

Algumas peculiaridades são próprias dos dois mundos.

Pensando sobre o mercado editorial, temos no mundo do homem: Vip, Trip, Men’s Health, Playboy e no mundo gay: G Magazine, Junior, D.O.M. Me parece que todas essas publicações pensam inicialmente na testosterona masculina, explorando corpos antes de qualquer outra coisa. E as matérias não exploram nada muito profundo: “Como ter o abdomen definido em 30 dias”, “Como economizar para comprar o carro dos seus sonhos”, “Se prepare pro verão!” (não que o universo feminino seja muito diferente, mas o foco está na fragmentação desse mercado).

São dois mundos separados, mas não tão afastados assim. Os comportamentos hetero e homossexual são diferentes, mas conservam em essência características em comum, que muitas vezes não reparamos… Isso é fato e deveria ser relevante para marcas do universo masculino que normalmente tentam criar um abismo entre os mundos.

Priscila Ribeiro

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segunda-feira, novembro 10th, 2008 Estágio Nenhum Comentário

Post do candidato #4

O peculiar hábito de emprestar camisetas imprestáveis.

É interessante observar a evolução que o significado de dormir fora de casa adquire ao longo dos anos. Quando se é criança, imploramos para que isto aconteça e assim possamos ter mais tempo para brincar. Quando se é adolescente, precisamos ficar até mais tarde para terminar o trabalho, ou então fazemos uma reunião de amigos já que a rua pode ser perigosa. Da juventude para frente, dormir fora de casa torna-se conveniente, depois de festas e baladas principalmente.

Apesar de todos já terem vivido estas experiências, para os homens ela carrega uma característica bastante peculiar. Talvez por ser bastante objetivo, o sexo masculino não pratica o chamado “planejamento de mudas de roupa”, e quando o faz calcula errado e acaba ficando sem opções para se vestir.

Mulheres pedem roupas emprestadas quando são modelos específicos para serem utilizados em ocasiões especiais, enquanto os homens nunca fazem isso. Ao ouvirem um pedido de empréstimo de roupas, o sexo masculino costuma seguir uma tradição: a peça emprestada deve ser a camiseta que ficou que pequena demais, ou a blusa que saiu de moda, ou a bermuda xadrez de cores fluorescentes (presente da avó), ou a cueca – bem, homens nunca emprestam suas cuecas.

Há algumas explicações possíveis para este curioso hábito: por apreciar a situação de controladores da situação, impedem que o próximo possa decidir o que usar já que está pedindo um favor; por não possuir grandes preocupações estéticas, acredita que qualquer coisa servirá nesta situação; por não ter certeza da devolução, empresta o que lhe fará menos falta.

Partindo desta observação, podemos enxergar uma oportunidade para a marca Camiseta Emprestada (loja de camisetas online, cujas estampas são criadas por designers colaboradores). A marca deve engajar os consumidores na idéia de que as camisetas emprestadas não devem ser as piores do armário e incentivar os amigos a trocarem camisetas entre si.

O objetivo é atrair o público através da afinidade pela idéia, gerar conhecimento do projeto, visitação ao site e promover a simpatia do consumidor pela marca.

Ps: A princípio a idéia seria para a Banca de Camisetas, mas após descobrir a existência da Camiseta Emprestada, não tive como não adaptá-la.

Rafael Mendonça

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segunda-feira, novembro 10th, 2008 Estágio 1 Comentário

Post do candidato #3

Homem é homem? Menino é menino? E … é …?

Fala-se muito do espaço da mulher e da sua valorização hoje em dia. As coisas parecem caminhar para um olhar mais feminino. Os atributos da visão feminina estão em toda parte: no cinema, nas revistas, na TV, nas conversas e em muitos outros locais. Até mesmo o blog da COR foi acusado de estar muito feminino. Para um momento interessante como este, se pensarmos que na maioria das culturas e por muito tempo na história humana existiu um “falocentrismo” impiedoso contra as mulheres (finalmente estamos quebrando barreiras), eu proponho agora uma análise diferente da maioria. Vamos ver o outro lado. Pois se as mulheres ganharam espaço e cada vez mais novas questões participam do universo feminino, o que aconteceu com o seu oposto, o universo masculino? Rapaziada, o que houve conosco?

É difícil dizer o que acontece com os homens, quando você é um deles. Então, utilizei-me de algumas pesquisas para sustentar minhas análises. Bem, vamos começar. Pense naquele homem-macho, raçudo, trabalhador, “brabo”, dono da família, provedor da renda, impiedoso com os homossexuais, que não se preocupa com assuntos domésticos e estéticos, que era o oposto da mulher. Visualizou? Agora esqueça, tire ele de sua mente. Isso mesmo, este velho homem conservador está cada vez mais sendo passado para trás por uma nova geração de homens que nasceram em tempos de crescimento e valorização do papel da mulher. Os homens herdam dos pais os valores hegemônicos da masculinidade, mas a construção por completo do masculino passa, posteriormente, pelas experiências de vida de cada indivíduo, que levam estes a rever o antigo modelo de masculinidade.

Pense, novamente, naquele cabra-macho que falávamos. Ele já aparenta estar ultrapassado, mas ao mesmo tempo, não parece tão distante assim, não é mesmo? Então como isso funciona? O que acontece é que não se deve pensar que a aquisição de novos valores e preocupações para o homem elimine totalmente o antigo modelo. Na verdade, o que ocorre é a convivência de antigos e novos valores num mesmo espaço e tempo. O homem que era tão fácil de ser explicado, ganhou mais uma característica feminina: ninguém os entende.

A divisão do sexo não parece mais excludente. Atualmente, algumas temáticas circulam os dois lados, como a estética. E isto é tão verdade que hoje, os homens discutem novelas. Mas é claro, eles não mudaram totalmente. Ainda existe a necessidade de assegurar o modelo masculino, como visto no post do blog da COR sobre os homens da Escócia, lembram? Lembrem também que nas baladas já ouvimos e vemos muitas vezes as mulheres “chegarem” nos caras, como nunca fizeram, enquanto estes cada vez mais se preocupam com o visual na hora de sair para uma ocasião.

Neste ponto é que está lançado o desafio às empresas. Se hoje o homem está desorientado, tendo de reaver seus valores, onde as diferenças entre os gêneros estão mais tênues e valores contraditórios habitam o mesmo espaço, como as empresas falarão e trabalharão com os homens?

No mercado, como sempre, alguns saem na frente ao lidar com as mudanças. Ao meu ver, os que melhor souberam reaver seus conceitos sobre o homem, foram as revistas destinadas a este público, que passaram a adicionar assuntos ligados a beleza, saúde, preocupações domiciliares e temas que antes dessa mudança, pertenciam apenas a agenda das mulheres. Se você quiser um exemplo disso, veja as revistas UM e Men’s Health.

O velho coelhinho da Playboy abre espaço para o tanquinho sarado das capas das revistas masculinas preocupadas com o bem estar do homem. UM e Mens’s Health, por exemplo, são inteiramente voltadas a este novo homem, que apesar disso ainda carrega traços velhos. Essas revistas são uma valiosa fonte de aprendizado para as empresas afim de descobrirem como falar e estabelecer relações com este público neste momento, através de uma analise do conteúdo editorial existente.

Para dificultar ainda mais as coisas, soma-se a tudo isso o fato de a postura do consumidor em geral também não ser mais a mesma. Antes, o consumidor ficava sentado na frente da tv e apenas recebia as informações, passivamente. Agora, ele passa a interagir, a responder, querer participar, ter um feedback. Além do mais, ele descobre outros meios e mídias mais atraentes. Nesse sentido, o marketing de experiência tem colaborado e terá de fazer muito mais para o consumidor que exige mudança.

Bom, agora pensem comigo. Para uma empresa interagir com seu público, dialogar com ele e investir em experiências é preciso conhecê-lo muito bem, correto? Certo e aqui está o problema. O consumidor está em fase de transformação e é um ser confuso, sua forma de se expressar e de entender as mensagens e o mundo muda e está, digamos, conturbada, tornando a mente deste consumidor um mistério para as empresas. As pesquisas de mercado têm neste momento mais a resolver e com um cenário como este, os profissionais terão de ser mais criativos em seus métodos para atingir essa mente mudada.

Aos fabricantes, algumas reflexões. O homem está negociando com a mulher a vida na casa. Mais funções entram em seu dia-a-dia. Eles começam a comprar produtos domésticos, de limpeza e de cozinha. Além do mais, com a possibilidade do divorcio, muito homens vivem sozinhos. Perceba que este novo consumidor demanda mais coisas do mercado. Lembrando, que o homem, até o momento, ainda é o principal provedor de renda e o controlador do dinheiro da casa. Com isso, os produtos domésticos terão de reavaliar seus públicos-alvo e sua comunicação. Algumas características já foram percebidas sobre este consumidor, como o fato do homem gastar mais que as mulheres nas compras, pois eles não foram criados para fazer as compras e sim para trabalhar.

Antes de acabar gostaria de fazer um adendo. Como este é um blog que discute questões novas, interessantes e diferenciadas. Vale dizer uma curiosidade. Você sabia que em Pádua, os homens fazem sexo oral entre si porque o sêmem é considerado a essência da masculinidade? Não acredito que chegaremos a este ponto no Brasil. Mas isto nos vale para compreender que a masculinidade pode ser modificada, transformada, atualizada, pode ser outra. Depende da cultura, do momento, das crenças e cabe a nós avaliarmos todas essas questões para compreendermos a quantas andam os nossos consumidores.

Pedro Yoan Truszko

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sexta-feira, novembro 7th, 2008 Estágio 1 Comentário

Post do candidato #2

De olho nos Donos de Casa

Fotos tiradas por Cássio Parente em supermercados da Zona Sul de São Paulo.

A fim de fazer uma observação original e pertinente sobre o público masculino, comecei olhando paradentro de mim, analisando meus hábitos e rotinas. Depois, fui ao supermercado, antigo reduto quase que exclusivo das mulheres, que tenho freqüentado habitualmente, na minha nova função de dono de casa.

Vivemos em um momento de re-definição dos papéis dos homens e das mulheres. É uma tendência fortíssima do nosso tempo. Vejo, cada vez mais, os homens rompendo barreiras inventadas pelo machismo e assumindo responsabilidades ditas femininas, tais como cozinhar, cuidar das crianças, lavar e passar roupas, fazer compras.

O supermercado é um dos palcos dessas mudanças. Assim como eu, vejo muitos outros homens circulando entre as gôndolas fazendo a compra da semana. E mais do que isso. Percebo que o perfil desses homens mudou. Não é só o comprador de sábado à noite, em busca do queijo e do vinho importado. Não é mais o tipo perdidão no meio de uma infinidade de produtos e ofertas, com uma lista indecifrável de compras na mão, ligando para a autora a todo instante, pedindo explicações. O que vemos hoje são homens decididos, agilizados e objetivos. Mesmo sem lista de compras, sabem exatamente o que querem e onde procurar. O que antes levariam horas, hoje resolvem em minutos.

Está se definindo um novo perfil de consumidor, vindo de um velho conhecido nosso e agora com um novíssimo comportamento, que o diferencia do antigo somente com a mudança de uma letra: “o dono da casa” passa a ser também “o dono de casa”.

Analisando duas comunicações de dois dos maiores varejistas brasileiros, tudo indica que os supermercados ainda não se deram conta desse novo homem que anda freqüentando seus estabelecimentos. Está aí o Carrefour com Ana Maria Braga, o Pão de Açúcar com “O que faz você feliz?” e a promoção com Olivier Anquier e Seu Jorge, me deixando deliberadamente de fora da conversa.

Vejo uma grandiosa oportunidade de os varejistas e as marcas incluírem nas suas estratégias esse público consumidor emergente, cada vez maior e mais maduro, e dirigir-se a ele em suas comunicações, promoções e produtos diferenciados.

Cássio Parente

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sexta-feira, novembro 7th, 2008 Estágio Nenhum Comentário

Post do candidato #1

Nada como um bom disfarce.

Tudo bem que existam homens e homens. Contudo, - pode reparar - a diferença é o nível de quão besta nós somos: alguns são menos, mas a grande maioria é muito e até mesmo muitíssimo besta. Isso não entra em méritos de caráter, ou mesmo, dignidade. Simplesmente somos bestas por natureza, bestas no sentido leve da coisa: pequenas atitudes, pensamentos e comportamentos.

Nada que irei falar aqui se dirige a todos os homens, até porque isso seria sacrilégio. Mas se refere a uma parte significativa deles, aqueles que são, acima de tudo, muito bestas.

Isso tudo começou em um shopping esse final de semana. É mentira quando falam que homens não freqüentam esses lugares. Eu estava lá - tudo bem que forçadamente por uma mulher, mas estava - e não estava sozinho nessa empreitada. Existiam muitos outros lá, com caras emburradas, sentados, cansados.

Podem reparar, eles sempre são maioria naqueles quiosques nos meios dos corredores, ou nos bancos. Começam com boa vontade, mas ela não dura mais que duas lojas. Isso ainda se elas forem “lojas neutras”, caso contrário, nem duas.

Mas o que são lojas neutras? Pensem, até é possível encontrar homens em lojas de roupas genéricas, ou eletrônicos. Agora, achá-los dentro de uma loja de maquiagem, calcinha, perfume, é mais difícil. E se encontrar, ele com certeza não está incluído na classificação besta, e, portanto, é minoria.

Aí que entra a tal oportunidade. Sinceramente, duvido que um homem nunca tenha tido vontade de dar de presente aquela lingerie que viu na vitrine, ou mesmo, comprar aquele tal creme pós-barba importado, que por infortúnio, só vende lá, “lojas de mulher”. Gostamos de agradar o lado oposto, mas somos bestas, temos vergonha, ou sei lá qual esse sentimento que nos impede de entrar com naturalidade em um ambiente desses e efetuar nossas compras.

A idéia é abençoar esse público com um lugar onde se sinta à vontade. Um lugar que reúna desde calcinhas sensuais para suas respectivas mulheres, até perfumes e outros apetrechos para ele, que não necessariamente é metrossexual, mas sabe que não vivemos mais em cavernas.

A grade diferença será o ambiente: nada de mulheres lá dentro; mas uma marca genuinamente masculina, um ambiente genuinamente masculino, com vendedores que diferenciem os tecidos das camisolas como se estivessem falando de futebol. Tudo isso para que aqueles produtos que ele sempre quis comprar sejam comprados com maior freqüência e sem que os obriguem a passar por verdadeiras provações.

O motivo disso é simples: a oportunidade encontra-se nos tabus; mas por hora a intenção não seria quebrá-los, até porque isso seria muito complexo para uma marca. O fundamental é conseguir explorar isso de uma maneira alternativa, não batendo de frente com costumes já consolidados, mas simplesmente disfarçando os estopins que os acarretam. Afinal de contas, somos umas bestas mesmo.

Leandro Thot

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sexta-feira, novembro 7th, 2008 Estágio Nenhum Comentário

Seleção de estagiários

Aproveitamos as dicas que o blog estava muito feminino para pedir aos nossos candidatos a estágio a pensar no universo masculino.

(Um dos candidatos, o Daniel, até nos mandou a prova de como tinha conteúdos de menina neste blog.)

Uma semana depois, recebemos vários posts bacanas sobre homens e escolhemos os 5 melhores, que você confere aqui nos próximos dias, para uma entrevista. O nosso processo de seleção está chegando ao fim e dia 17 de novembro 2 pessoas começam a estagiar aqui. A CO.R agradece a todos que participaram com seus posts. Adoramos o processo, as idéias e o envolvimento de tanta gente.

Mariane

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sexta-feira, novembro 7th, 2008 CO.R, Estágio 3 Comentários

Post do candidato #10

Cego é quem não vê ou quem não joga?

O mercado de games tem nos revelado cifras que fazem inveja aos mercados de cinema e música juntos. Pudera! Se analisarmos as horas de diversão ao desfrutar um game concluímos que é quase pífio o investimento.

Ex.: Um game custa R$ 99; uma sessão de cinema, R$ 15 (sem pipoca/refrigerante); e um cd R$ 19.
O filme dura 2 horas e o CD é escutado algumas 20 vezes. O game é jogado algumas dezenas de horas (média de 150h offline e 200h online).

Assim, temos:
Custo do cd = quase R$ 1 /hora.
Custo da sessão de cinema = quase R$ 8 /hora
E o game = R$ 0,66.

Mas o grande barato da coisa é que com o CD e o cinema não há continuidade como no game. O que grande empresas de games estão desenvolvendo é justamente o entretenimento extendido resultando numa continuidade do produto como expansões, campeonatos, atualizações, etc.

Exemplo: a Blizzard faz isso muito bem e tem apenas 3 títulos (games) há décadas. Seus fãs chegam a esperar 5 anos por um continuação de um produto. E ficam extremamente contentes. Um ótimo exemplo para quem não enxerga como a equação da satisfação é simples.

Jairo Oliveira

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terça-feira, novembro 4th, 2008 Estágio 1 Comentário

Post do candidato #9

Me peguei olhando para a tela do computador com cara de interrogação, tentando lembrar por quantas interfaces internéticas já passei desde que comecei a navegar.

ICQ, MSN, Google, fotolog, Orkut, Flicker, e desisti!

Elas chegam, se modificam, se multiplicam e depois simplesmente desaparecem.

Conversamos pelo MSN e nos esquecemos de que já usamos o ICQ ou que era possível viver sem mensagens instantâneas. E o que me levou a todo esse raciocíno foi o Twitter (meu novo vício). Criado em 2006 como filho único, já ganhou irmãos: o Twipic, um twitter de fotos, e o Blip.Fm, voltado para música.

Estamos sempre reinventando maneiras de nos conectar ao mundo, descobrir pessoas e perpetuar nosso jeito de ser. O contato pessoal não basta, as palavras não dizem o suficiente e precisamos cada vez mais de uma nova maneira de reafirmar o que somos ou o que não somos. Mesclamos interfaces tecnológicas aos velhos hábitos e criamos formas de relacionamento totalmente novas.

O clube do tricô, pode ser resultado de um grupo de amigas internautas, que se conheceu em uma comunidade, marcou um encontro via email, postou no Twitter antes de sair de casa e continuou comentando o encontro no dia seguinte, pelo MSN.

Priscila Ribeiro

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terça-feira, novembro 4th, 2008 Estágio Nenhum Comentário

Post candidato # 8 - A contra-tendência

Cada dia mais, as marcas buscam entrar na vida dos consumidores de forma única, diferenciada, personalizada e customizada. É uma tendência do nosso tempo, em todo o mundo.

Outro dia descobri um serviço, que me chamou a atenção, pois leva essa busca até as últimas conseqüências: alimentos sob medida. Entregues em casa, congelados, embalados um a um, separados por proteínas, carboidratos e vitaminas, na quantidade desejada, em gramas ou calorias, para cada um montar suas refeições de acordo com o gosto e objetivo. Tudo muito prático e detalhadamente na medida para cada indivíduo.

Onde será que vamos parar? E se um dia todas as marcas adotarem a estratégia da conversa personalizada com o consumidor? Dá para imaginar a quantidade de informações, produtos e serviços customizados invadindo, infernizando a vida do consumidor? Possivelmente, chegará a hora em que eles vão pedir de joelhos para serem esquecidos no turbilhão da comunicação direcionada e passarem desapercebidos pela multidão.

Será uma contra tendência?

Cassio Parente

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segunda-feira, novembro 3rd, 2008 Estágio Nenhum Comentário

Post candidato # 7 - Reformar também é comunicar

Engraçado como algumas coisas a gente só presta atenção quando saímos do nosso ambiente normal.

A primavera na Itália é uma época onde a maioria dos seus pontos turísticos está em reforma para a temporada de verão.

Sendo uma época mais em conta para dar uma passeada por lá, você pode imaginar que só vai ver andaimes e tapumes de obra em todos os lugares, mas não. Reforma é motivo para propagar a arte e vender o “peixe” de quebra.

No Brasil corriqueiramente nós podemos ver em alguns lugares iniciativas para tornar a imagem de uma obra ou reforma menos agressiva. Mas ainda é uma forma de comunicação pouco explorada.

Na maioria das vezes esses espaços viram alvo de pichadores, cartazes e propaganda irregular que apenas poluem o cenário.

Saulo Borges

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segunda-feira, novembro 3rd, 2008 Estágio Nenhum Comentário

CO.R às 5

A CO.R é uma consultoria de inovação estratégica fundada por Rita Almeida. Para falar com a gente, 11.3589.5785 ou cor@corinovacao.com.br. Visite também o nosso site e fique atento ao blog - todo dia, às 5 da tarde, alguma nova idéia ou descoberta.

 

setembro 2010
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