Computador é coisa de velho
Além de outros ótimos insights, o título desse post veio de um Workshop de Inovação que realizamos com Nokia Brasil, JWT e Wunderman. Foram dois dias de muita inspiração e trabalho, e tivemos algumas (várias) presenças brilhantes.
Gisele Beiguelman foi uma das convidadas do Workshop, e trouxe uma fala fantástica. Ela é autora dos premiados O Livro depois do Livro, Egoscópio e Paisagem0. Desenvolve projetos envolvendo dispositivos de comunicação móvel, além de arte que envolve o acesso público a painéis eletrônicos via Internet, SMS e MMS. É professora da pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Foi curadora do Nokia Trends (2007 e 2008) e é Diretora Artística do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, além de coordenar o Grupo de Pesquisas “net art: perspectivas criativas e críticas”, no CNPq.
A principal conclusão do discurso dela falava do nosso futuro. Não só aproveitamos a computação móvel, a vida contemporânea é móvel. Vivemos numa era de nômades tecnológicos, nos desvinculamos de suportes fixos e passamos a viver em plataformas que se adaptam ao nosso comportamento. A perspectiva do nosso futuro é ser deviceless. Menos telas, mais projeções. Menos botões, mais realidade aumentada. Entraremos numa era em que a rede será onipresente como a energia elétrica, que o design sensorial ditará nossas interfaces com o mundo, que nossa inteligência será menos valorizada que nosso poder de concentração.
Se quiser descobrir um pouco do trabalho, dos livros, das exposições e de outras muitas referências da Gisele, clique no nome dela.
Rafael Lavor
Nenhum comentário ainda.
