Protesto!

Recentemente fazendo um trabalho sobre a classe C, conversei com uma menina de 22 anos sobre responsabildiade sócio-ambiental. (Não com essas palavras chatas, claro.) Ela me contou que não se preocupava em cuidar do meio ambiente até sua casa ser alagada: “Descobri que tem muito a ver com o lixo que a gente joga na rua, agora vou procurar cuidar mais”. Aqui em São Paulo está sendo veiculada uma propaganda que visa educar a população a não jogar lixo na rua - tão “realista” que o Edson Celulari dá autógrafo dentro do ônibus…
Sempre soube que São Paulo não era a cidade-modelo em limpeza. Mas quando cheguei aqui percebi que é ainda pior: encontrar lixeiras pelas ruas de São Paulo é uma missão quase impossível! (Para lixo reciclável então…) Ou seja: se você não foi muito bem doutrinado a caminhar quilômetros com um lixo na mão até encontrar uma lixeira, o lixo acaba no chão mesmo.
Pior: hoje almocei no Shopping Vila Olímpia e descobri que tem tantas lixeiras quanto nas ruas - a gente anda, anda, anda e nada de encontrar uma! Fora a lixeira da praça de alimentação, que não separa orgânico de reciclado.
São Paulo, mais do que nunca, sofre as conseqüências de tamanha irresponsabilidade. Se já é um absurdo uma cidade tão cosmopolita ainda ser tão retrógrada nesse sentido, pior é perceber que as pessoas e estabelecimentos comerciais ainda aceitam como se não fosse um ultraje.
Bárbara Bufrem
(Fonte da imagem)
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