Archive for julho 19th, 2010
Segunda Guerra contada pelo Facebook
Estes dias me deparei com esta imagem e achei incrível, não pela forma com que narra os principais acontecimentos da 2ª Guerra Mundial, mas porque traz em si um novo olhar sobre a arte de contar histórias, pautada no referencial do espectador e não no carater hermético dos fatos e da relação particular tecida pelos diferentes personagens envolvidos na trama.
Muito se diz da falta de criatividade dos adolescentes de hoje, do seu desinteresse por assuntos de real relevância e de como as redes sociais, internet e tecnologias ocupam o tempo que antigamente poderia ser direcionado a leitura de um bom livro, como diria os saudosistas do mundo analógico.
O que não se discute em meio a este enredo todo é a forma com que as velhas histórias podem ser contadas e adaptadas, de modo a torná-las mais interessantes para um jovem imerso neste contexto que a web 2.0 sugere.
É fácil julgar uma platéia como inepta ou letárgica diante de uma aula ministrada por professores, doutores e mestres. Os culpados são rapidamente enumerados e condenados, e quase sempre representam justamente o universo do qual os mesmos mestres e doutores não fazem parte.
Realmente é difícil rever valores, significados e crenças de forma a se colocar na perspectiva do espectador e iniciar um processo de reconstrução de seus próprios preceitos, tantas vezes imaculados, validados e chancelados por uma lista de títulos e diplomas. Diante de uma resposta errada, difícil questionar se a pergunta esta certa.
E o que se tem como resultado é uma geração de jovens desatentos, desinteressados, imediatistas e pouco criativos, condicionados a acertar a resposta aprendida, sem muitas indagações ou questionamentos, uma vez que a história não é passível de novas versões. Chegamos em um ciclo vicioso de projeções auto-realizáveis.
Deixando de lado o “Dilema Tostines” que se coloca diante do processo de educação tradicional, deixo aqui a Segunda Guerra Mundial contada pelo Facebook que me traz esperanças ao pensar que quando o erro está na forma., qualquer culpa ou condenação soa em tom de lamúria. Esta ai uma versão não contemplada pelos livros de história.

Franklin