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Nenhuma das alternativas é uma alternativa

Ontem a noite vi um filme brasileiro que me chamou muita atenção, “Linha de Passe” de Walter Salles e Daniela Thomas.

Uma mãe (a Cleusa), 4 filhos e 1 na barriga. Cada um na sua própria luta, batalhas diárias e intermináveis, e o grande e quase insuportável esforço para não cair na promissora e tentadora criminalidade.

Já vi muitos filmes desse tipo, mas esse me tocou de um jeito especial. Conheci muitas “Cleuzas” durante os projetos de classe baixa da CO.R, passei tardes inteiras com elas… tardes serenas e cheias de esperança!

E ao assistir esse filme, vi essa realidade dura e cruel de um outro ângulo, sem censura. Mesmo sabendo o quão sofrida todas elas são, elas transpareciam uma tranqüilidade e uma “alegria” frágil e ao mesmo tempo verdadeira que me encantava. Ali vivíamos um momento de paz, pois seus problemas estavam distantes, mesmo que por algumas poucas horas.

Essa “falsa” felicidade me confortava, e me fazia ver aquele cotidiano como algo menos doloroso. Elas conseguiam me convencer de alguma maneira que as coisas iam melhorar e que era preciso ter esperança e acreditar. Eu saía da casa de todas elas acreditando!

Só que não sei se acredito mais…

Ah, como eu admiro essas mulheres! Como são evoluídas e como é lindo e grande a maneira como vêem as coisas.

Me inveja esse otimismo, essa esperança de encontrar cor nesse dia-a-dia tão preto e branco, nessa realidade que não dá sossego e não perdoa!

Marília

quarta-feira, julho 14th, 2010 Sem categoria Nenhum Comentário