Archive for fevereiro, 2010

Design para melhor

Mais que tornar as peças mais atrativas e bonitas, um bom design pode criar objetos capazes de transformar nossas vidas: o que seriam das nossas mãos se as xícaras não tivessem uma alça para evitar que tenhamos contato com o café pelando?

Para mostrar como o design pode melhorar o cotidiano e resolver problemas sociais, a Project H Design, uma ong sediada em São Francisco, montou uma exposição sobre rodas que vai percorrer 25 escolas e universidades de design em 12 estados dos EUA para mostrar 40 soluções humanitárias em design.

Um caminhão baú movido a biodiesel foi transformado numa estação itinerante para abrigar a mostra que reúne desde engenhocas como  filtros de água feitos em casa e até ferramentas de mobilidade para idosos.

“Queremos incentivar as novas gerações a criar objetos que possam transformar o mundo” - afirma Emily Pilloton, fundadora da instituição.

O itinerário que começou na Califórnia em fevereiro, só termina em 16 de abril, no estado de Ohio.

para saber mais sobre o projeto, acesse:

www.desingrevolutionroadshow.com

Lali

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010 Sem categoria Nenhum Comentário

Computador é coisa de velho

Além de outros ótimos insights, o título desse post veio de um Workshop de Inovação que realizamos com Nokia Brasil, JWT e Wunderman. Foram dois dias de muita inspiração e trabalho, e tivemos algumas (várias) presenças brilhantes.

Gisele Beiguelman foi uma das convidadas do Workshop, e trouxe uma fala fantástica. Ela é autora dos premiados O Livro depois do Livro, Egoscópio e Paisagem0. Desenvolve projetos envolvendo dispositivos de comunicação móvel, além de arte que envolve o acesso público a painéis eletrônicos via Internet, SMS e MMS. É professora da pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Foi curadora do Nokia Trends (2007 e 2008) e é Diretora Artística do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, além de coordenar o Grupo de Pesquisas “net art: perspectivas criativas e críticas”, no CNPq.

A principal conclusão do discurso dela falava do nosso futuro. Não só aproveitamos a computação móvel, a vida contemporânea é móvel. Vivemos numa era de nômades tecnológicos, nos desvinculamos de suportes fixos e passamos a viver em plataformas que se adaptam ao nosso comportamento. A perspectiva do nosso futuro é ser deviceless. Menos telas, mais projeções. Menos botões, mais realidade aumentada. Entraremos numa era em que a rede será onipresente como a energia elétrica, que o design sensorial ditará nossas interfaces com o mundo, que nossa inteligência será menos valorizada que nosso poder de concentração.

Se quiser descobrir um pouco do trabalho, dos livros, das exposições e de outras muitas referências da Gisele, clique no nome dela.

Rafael Lavor

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010 Sem categoria Nenhum Comentário

Uma cena que valeu a pena!

Em meio a cenas diárias de alagamento que cortam o coração e um calor desconfortável, sem precedentes, avistamos hoje uma cena de verão muito prazerosa, no meio da Avenida Hélio Pelegrino: três meninas, uma loira, uma ruiva e uma morena, as 3 de shorts, duas delas de bota e….. o mais inusitado…. guarda-chuva. Isso mesmo, guarda-chuva aberto embaixo do Sol, como faziam as mulheres do interior quando eu era pequenininha e morava em Santo Anastácio. Eu nunca tinha visto isso em São Paulo.

Nos aproximamos das garotas. Paramos o carro e o trânsito atrás dele. Pedimos às garotas para fotografá-las. Elas responderam com uma pose imediata. Nós perguntamos: vocês são modelos? Resposta em grupo: SIM!!!!!!! Lindas, simpáticas, convictas daquela atitude retro, de abrir o guarda-chuva embaixo de Sol, em pró de uma pele branca e lisa, de modelo.

Obrigada queridas, pelo sorriso e pela cena colorida de verão. Vocês são lindinhas mas o estilo e a simpatia de vocês a tornaram únicas. Continuem assim, distribuindo sorrisos coloridos pelas ruas de São Paulo. É o que as pessoas mais precisam.

Rita Almeida e Murilo de Carvalho

Tags:

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010 Sem categoria 2 Comentários

A irritante qualidade de vida que queremos ter

“Aqui no Rio a gente trabalha o necessário”

Foi o que eu ouvi de um entrevistado durante um trabalho de campo no Rio de Janeiro, seguido de um sinal de alerta, de que realmente alguma coisa estava errada.

E assim passei a me irritar com a alegria, o otimismo e a felicidade daquele povo, que parece ter descoberto uma receita secreta de como viver bem. Na verdade, secreta coisa nenhuma, porque está lá na frente de todos, as 18h30, no voleibol na praia, na musculação no parque, na caminhada na lagoa, nos bares da zona norte e oeste, nos corpos esbeltos do calçadão, nos apartamentos vazios.

Me irritava porque era algo que não tinha e que sempre quis ter. Só esqueci de pensar nisso.

E voltando à primeira frase do post, não acredito que os paulistanos trabalhem mais que os cariocas, mas vejo que muitas vezes não sabemos o que fazer com o resto do tempo. E assim como os cariocas passaram a frequentar a praia à noite, por exemplo, voltei achando que está na hora da gente mudar alguns comportamentos.

E fica aqui o convite: peguem suas bicicletas (e esqueçam um pouco dos seus carros), revisitem os parques, cheguem e saiam mais cedo do trabalho, não recusem convites para uma cervejinha, e não cheguem nos lugares já pensando em sair, façam seu dia durar mais.

O mundo não vai acabar por isso. Ou melhor, aquele antigo talvez acabe sim, mas outro totalmente novo vai começar. Ou você pode simplesmente achar que é melhor deixar pra pensar nisso só amanhã.

Rafael Mendonça

Tags: ,

terça-feira, fevereiro 23rd, 2010 Sem categoria 5 Comentários

Por paisagens menos cinzas

Uma tarefa difícil é comprar algo que você precisa, algo caro, quando você não entende nada do assunto. Depois de muito relutar, fui convencida de que preciso trocar meu carro. Eu não entendo NADA de carros, mas comecei a reparar nos carros dos amigos e em todos aqueles que compartilham comigo horas e horas no trânsito de São Paulo.

O que mais me chamou atenção é que os carros de hoje parecem todos iguais (nem me senti tão mal por não saber diferenciar um do outro!). São todos cinzas, pretos, pratas, com faróis que parecem olhos bravos e agressivos, talvez por querer transmitir uma sensação de potência e velocidade.

Eu não gosto de nenhum desses carros… Prefiro aqueles com faróis redondos e simpáticos; me agrada o fusca, o new beetle, a kombi e esses carros pequenos tipo smart, FIAT500, mini cooper. E gosto ainda mais se forem coloridos. Quem não sente um alegria no coração quando passa ao lado de um new beetle amarelo? Por um momento, há uma quebra na paisagem cinza, alagada, com carros cinzas que soltam fumaças cinzas.

Dizem que comprar um carro assim, colorido, é um péssimo negócio por  ser difícil revendê-lo depois. Mas aí vale a pena ficarmos trocando uns com os outros carros cinzas e pretos com cara de malvados, sem personalidade? Definitivamente isso não me seduz.

Adoraria ver carros coloridos como as Caravans ocres que alegraram a minha infância. Será que não podemos trazer a alegria e a diversão do povo brasileiro para as ruas tristes e cinzas de São Paulo?

Maeda

Tags:

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010 Sem categoria 5 Comentários

Ingressos limitados, show abertos

Uma das delícias do mundo digital é ter acesso a tudo, sem hipérbole. Informação hoje é genérico para fotos, mapas, dados, imagens, textos, livros, vídeos, e tudo que pode sair do mundo físico e entrar nos bits. A indústria musical sofre muito com isso e blá blá blá. Só que as coisas estão tomando novas proporções, para além do mp3 e do download “ilegal”.

Em 2009, com um ano abençoado de shows aqui no Brasil, dois projetos paralelos tiveram a brilhante idéia de remontar dois ótimos shows. A mecânica era reunir os vídeos das pessoas que estavam presentes e filmaram pedaços dos shows, independente da qualidade e da duração. De pedacinho em pedacinho, os projetos Rain Down Project e Our Eyes On Keane conseguiram remontar, com um fantástico tom artístico/amador, os shows do Radiohead e do Keane no Brasil.

[Our Eyes On Keane]

[Rain Down Project]

São montagens brilhantes, principalmente quando enxergamos todo o processo. Um fã com habilidades de edição e montagem recorreu a vários fãs que viram e filmaram pedaços do show para elaborar o material. Depois do material pronto (em versões mp3, YouTube, Vimeo, e até DVD com capa), disponibilizou para o mundo inteiro aproveitar. Isso é lindo. É a filosofia do Crowdsourcing, colocando em contato que sabe fazer com quem quer colaborar, sem fins lucrativos. E tudo pela música!

Eu, sinceramente, não me importo com as conseqüências para a indústria fonográfica caso isso vire moda. É uma nova dimensão para os antigos Bootlegs, para a discussão da pirataria, de direitos autorais e de distribuição de conteúdo. Quero mais é ver a indústria pegar fogo e poder ver o show a hora que quiser.

Aliás, já existe um próximo projeto em vista, o Brazil in Technicolor, que quer remontar a vindoura turnê do Coldplay no Brasil. Se você vai estar no Morumbi dia 02/03 ou na Praça da Apoteose dia 28/02, não custa nada usar a câmera do celular ou a máquina fotográfica para guardar suas lembranças e até colaborar com um projeto bem maior.

Bons shows!

Rafael Lavor

P.S.: E fica dicas da autora do Brazil in Technicolor para os futuros colaboradores:

* vale filmar a si mesmo e aos amigos cantando as músicas

* a espera no aeroporto

* a distribuição de autógrafos

* a abertura dos portões

Tags:

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010 Boas idéias Nenhum Comentário

Quando publicidade é um jeito de ser

Nesse feriado de carnaval o Brasil mostrou que realmente está na moda, com direito a celebridades internacionais desfilando pela Sapucaí e destaque na mídia nacional e internacional. Madonna, Gerard Butler e Paris Hilton deram o que falar. Mas no que diz respeito ao nosso trabalho, me chamou a atenção a garota-propaganda da cerveja Devassa.

Como estratégia de marca confesso que achei muito déjà vu usar mulher para vender cerveja e me questionei se é o tipo de coisa velha que continua dando certo ou se passou da data de validade mesmo. Não cheguei a uma conclusão.

Mas Paris Hilton é um ícone para muita gente que sonha com essa vida de boneca Barbie de verdade: linda, rica, famosa, hedonista, está nas festas mais badaladas, parece que até o ar que ela respira é “mais chique” e cor-de-rosa. Como se não bastasse, a garota é polêmica, o que dá um “quê” de “autenticidade” – no sentido de quem não se limita pelo que os outros pensam e exibe seu estilo de vida à curiosidade alheia sem medo.

Não sei se o que Paris Hilton agrega à marca é suficiente para fazer alguém trocar a sua marca de cerveja, nem se quem bebe cerveja faz parte desse grupo de admiradores dela. Mas como estratégia para gerar mídia espontânea não poderiam escolher garota-propaganda melhor. E o Twitter da moça é um veículo poderoso não só de comunicação com seus fãs (como acontece com a maioria das celebridades) mas de RP para as marcas.


Não sei se por estratégia mesmo ou puro narcisismo da herdeira Hilton, mas o fato é que Paris faz questão de divulgar não só tudo que faz, pensa, avalia, as festas que freqüenta, as viagens que faz, fotos de infância, como também as marcas que usa e que usam sua imagem. E não faltam curiosos, fãs e seguidores – só no seu Twitter são mais de 1 milhão. Paris twittou algumas vezes o comercial da cerveja com comentários como: Check out my hot new sexy video ; ) - Brazil Rocks!” “Best Beer on Earth”, entre outros. O bacana é que em meio a comentários carinhosos sobre o Valentine’s Day, o namorado, a família, fotos de infância, seus comentários sobre a marca soam tão verdadeiros quanto.

É diferente da Xuxa “tomando banho” de Monange na TV. No meio de comentários reais da socialite, o que ela diz sobre as marcas soa igualmente verdadeiro. Estratégico ou acidental, só o fato de deixar essa dúvida indica que é mais real.

Bárbara Bufrem

Tags: ,

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010 Sem categoria 3 Comentários

Um doce café antes de chegar no trabalho

Gil, Sara, Andrea, Adriana, Pâmela e Camila

O case da marca Starbucks é tão rico que nos permite discuti-lo aos pouquinhos. A parte que mais gosto é aquela do conforto que passou a representar para o americano médio passar no Starbucks antes de entrar no trabalho. Este tipo de ligação com a marca não tem preço.

Eu sinto isso toda manhã. Não entro na CO.R sem antes passar para pegar um café no simpático Fran’s Café que tem no térreo do Edifício Francisco Mellão. E ele tem um detalhe que muda tudo: todas as atendentes são meninas graciosas, bem humoradas, que sabem o nome de todo mundo e brincam com a galera do prédio.

É incrível como a junção das 6 virou um grupo estimulante. Todas as pessoas já chegam lá com vontade de brincar com elas, paparicar, dar risada, sair do mundo corporativo e entrar no mundo do acolhimento e da simpatia. Bela troca heim?

Mas o mais interessante é que, embora bons serviços seja um dos itens que mais podem gerar fidelidade e ligação com a marca, isso continua sendo um desejo não atendido na grande maioria das nossas experiências. Valeu a inspiração meninas!

Rita Almeida

Tags:

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010 Sem categoria 5 Comentários

O Vietnã e suas motos

O Vietnã é impressionante! Seja por sua história marcada por guerras vencidas, seja por sua população e paisagem. Mas o primeiro impacto é definitivamente o número de motos nas ruas e o barulho de suas buzinas.

Em Ho Chi Minh (antiga Saigon) são mais de 4 milhões de motos para uma população de menos de 8 milhões de pessoas. A coisa é simplesmente impressionante!

Os semáforos são lotados de motos e alguns poucos carros.

Atravessar a rua é o próximo desafio. Eles não respeitam o semáforo, a faixa de pedestres nem mesmo a sentido da rua. Vem moto de todos os lados, buzinando o tempo todo e sem parar. Segundo um vietnamita: para você atravessar a rua, você tem que ir devagar e sempre. Ok na teoria. Difícil na prática, pelo menos na primeira vez que você tem que cruzar uma grande avenida e a tarefa parece simplesmente impossível. Depois você dá risada de ver novos turistas passando pelo mesmo desespero que dias atrás você tinha passado.

Não tem como ir ao Vietnã e não constatar que realmente o mercado de motos é imenso e que aqui no Brasil ele pode crescer. E muito!

Mariana

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010 Sem categoria 2 Comentários

Jovens Empreendedores

A CO.R teve a chance de fazer uma parceria com a ÉPOCA NEGÓCIOS em uma matéria onde eles traçam o perfil de jovens empreendedores: como pensam, sua trajetória e o que planejam para o futuro.

Trabalhar com a ÉPOCA NEGÓCIOS já é um começo ótimo porque, de partida, você já sabe que a matéria será profunda, interessante e original, como de fato aconteceu. Mas esta foi especial porque as pessoas que revelamos eram muito especiais.

São jovens que em geral atuam na economia criativa ou no universo da tecnologia e todos produzem pautados pela inovação. Eles começaram em geral por volta dos 15 anos, tanto a pensar de forma empreendedora como a ganhar dinheiro com o que pensavam e faziam: criavam jogos, arrumavam o computador de casa ou assumiam papéis na escola. Espírito empreendedor, já nasceram com isso.

Quanto à formação, uma parte deles tem um espírito acadêmico, aqueles que vão irritantemente bem na universidade, ficam amigos dos professors e definitivamente sabem tudo de tudo e as notas explodem a cada bimestre. E os auto-didatas que são intuitivos e aprendem a vida toda buscando curadoria de conhecimento nos lugares e junto a pessoas que possam construir um pensamento mais interessante e original.

Para que tudo isso?

Para criar negócios que os permitam fazer diferença no mundo. Diferença em algum sentido, para melhorar alguma coisa, a vida das pessoas de alguma maneira. Para se reinventar constantemente e repensar a forma de fazer as coisas para que a inovação abra espaço para o seu crescimento pessoal, profissional e das suas empresas que, independente do tamanho, tentam manter a flexibilidade necessária aos comportamentos originais.

Rita Almeida

Tags: ,

terça-feira, fevereiro 9th, 2010 Sem categoria Nenhum Comentário