Archive for agosto, 2009
Acredite se puder
Você pode dizer onde esta foto foi tirada? Você consegue imaginar o condutor? Você tem idéia de que horas isto aconteceu?

Nós vamos contar:
Era quase meio dia e nós voltávamos de uma reunião, caminhando a pé, quando fomos surpreendidas por esta “combinação” de coisas. Ficamos ali a observar por alguns instantes buscando descobrir quem era o proprietário deste veículo tão inusitado.
Considerando que estávamos na Rua Helena, no meio da Vila Olímpia, deixamos a imaginação viajar e logo percebemos que assim como a Av. Paulista, local para nós consagrado, onde freqüentemente vamos interagir com as pessoas em busca de novidades, aqui também reina uma diversidade um pouco mais tímida, mas não menos interessante.
Há pessoas de todas as tribos, dos mais simples aos mais sofisticados, de pequenas e antigas residências a luxuosos apartamentos, isso sem falar do comércio que tem quase tudo para quase todos.
O fato é que a diversidade também bate a porta da vila Olímpia e se revela assim num veículo extremamente intrigante e quem sabe com um estiloso motorista muito bem vestido dentro do seu terno e gravata.
Vanessa
Tu me ensinas a fazer renda que eu te ensino a twittar

Acabamos de sair do tão esperado workshop sobre a utilização de ferramentas digitais no nosso trabalho, criada e apresentada pelo Rafael Lavor.
Como a apresentação ficou muito rica e repleteta de novas ferramentas que vão mudar ou aperfeiçoar nossa maneira de trabalhar, decidimos dividí-la em duas partes e continuar na sexta-feira que vem.
O mais legal é que depois de tudo isso vamos disponibilizar a apresentação aqui no blog. Se preparem pra refrescar a cabeça, ganhar tempo e mais qualidade no trabalho. Se você não é planejador não tem problema, as dicas valem para todo mundo!
Equipe CO.R
Feira livre musical
O mercado musical já vem sofrendo drásticas mudanças há pelo menos 10 anos, e quanto mais o tempo passa, menos conseguimos prever os próximos passos da indústria musical – se é que ela ainda existe. Com o advento da internet e suas lindas ferramentas, a música foi o produto cultural autoral que mais sofreu golpes - além de tudo, ela apanha há muito mais tempo que outros bens de entretenimento, como filmes, livros, games, e as séries de TV americanas.
A morte lenta dos suportes físicos (LP, CD, LD, DVD, HD-DVD, e tem gente dizendo que o Blu-Ray morre em menos de 5 anos) já é crônica e não tem cura. As vendas digitais, via iTunes, Nokia Music Store e similares, já mostram sinais que o CD não passa de um paciente terminal. O problema é que, no nosso jeitinho conectado de ser, comprar música online pode ser ultrajante dentro de um mundo compartilhado.
O melhor dessa feira a céu aberto na internet são as novas possibilidades de distribuição que surgem. O Radiohead agora não vai mais fazer álbuns (pelo menos, por enquanto) e vão disponibilizar somente singles. A banda britânica Keane já deu singles em pen-drives durante seus shows. O Oasis lançou seu último álbum inteiro para comprar-baixar-tocar no jogo Guitar Hero. O Beatles vai voltar, mas dessa vez no Rock Band Beatles, para o videogame mais perto de você. O Bob Dylan está negociando sua voz para dar instruções em aparelhos de GPS. Pode tudo ser meio estranho, but the money keeps flowing.
E tudo isso vai além da distribuição. São várias formas de entender a música no nosso novo cotidiano, digital ou não, além de ser interessante perceber como o pessoal se rebola pra vender música. Um mercado de entretenimento tão antigo, que faz circular bilhões, que já atingiu a maturidade diversas vezes, e hoje não sabe mais que idade tem. O nome disso é revolução.
Rafael Lavor
O que vale é a experiência

Dia de Graffiti
Nunca havia reparado em graffiti. Em nenhuma das cidades que morei. O máximo que conhecia sobre o assunto se limitava aos gêmeos famosos, Otávio e Gustavo Pandolfo e vou ser sincera, o Google que me contou o nome deles.
Mas de um tempinho pra cá, tenho aprendido um bocado sobre o assunto e tive até minhas aventuras de Aprendiz de Grafiteira, com direito a passseio na Galeria do Rock e mãos sujas de spray. E esse domingo foi um dia cheio de Graffiti! Foi minha primeira vez como espectadora.

Fui assistir ao Coletivo Black Mamba trabalhando. Foi um domingo de cervejinha, Guitar Hero, cheiro de tinta e muita arte.
O Coletivo Black Mamba é formado por Fabrício Brambatti, Marco Brito e Thiago Arrighi. Os caras já grafitam há algum tempo e os estilos dos três juntos tem resultado em trabalhos bem diferenciados. Eles têm grafitado vários apês em São Paulo e ontem foi a vez do apê do Enzo. Ele liberou a sala para uma nova decoração. E o resultado ficou fantástico! (Palavras minhas e de todas que estavam lá).



Vale a pena entrar no blog deles pra dar uma conferida nesse e nos outros trabalhos.
E quem estiver afim de liberar umas paredes é só entrar em contato com eles!
http://coletivoblackmamba.blogspot.com/
Priscila Cortat
Tekkonkinkreet - Animação cheia de arte
Hoje a Rita me indicou um link que mostrava a excelente arte da animação Tekkonkinkreet, cheia de beleza e detalhes.




Como a gente desconhecia a história por traz desse visual maravilhoso, fui pesquisar um pouco e acabei descobrindo coisas muito bacanas.
A animação foi criada pelo mesmo estúdio que criou Animatrix, e foi baseado em um mangá de mesmo nome, escrito por Taiyo Matsumoto.
Uma fábula que retrata o imaginário do espírito urbano contemporâneo de forma surreal, e tem como grande pano de fundo a cidade do Tesouro, uma metáfora das cidades modernas, superpopulosas, cheias de propagandas, medo, lixo e falta de esperança.
Interagindo com a cidade surgem dois meninos de rua: Branco, puro e inocente, quase um poeta esquisofrênico, e Preto, violento, que exala a força bruta da natureza. Vivem livres, respeitando suas próprias regras, em um ambiente urbano caótico e desfigurado. Até que algo faz com que a cidade comece a mudar.
Parece, e digo isso porque não tive a oportunidade assistir a animação ainda, que uma das grandes mensagens do filme é que assim como os personagens, estamos perdendo nossas raízes e vivenciamos a ansiedade de encontrar nosso lugar.
Só pela qualidade das ilustrações já dá pra ver que vale a pena.
Rafael Mendonça
A tragédia de Romeu e Julieta
Está chegando final de semana, e a gente aqui na Co.R já fica animado. Quinta é um bom dia, sabe por quê?
Porque sexta feira é amanhã!! E hoje a gente já começa a planejar o final de semana, a balada da sexta, o jantar da quinta e todas as coisas gostosas que acontecem depois de um dia (também gostoso) de trabalho.
Há 10 anos atrás eu estava nesse momento em alguma sala de aula do Teatro Célia Helena sendo bem feliz com a minha turma do teatro, ensaiando uma nova peça - há pouco tempo havia estreado o filme do Romeu e Julieta com o gato da época Leonardo di Caprio e a Claire Daines. Eu com meus 15 anos suspirava de amores e pelos amores desse casal. Resolvemos montar naquele ano com o nosso grupo de teatro essa linda e trágica história. Foi muito emocionante.
E agora, depois de 10 anos - o mesmo diretor, e dois grandes amigos daquela época se juntaram em um projeto maravilhoso, inovador, surpreendente e inspirador que aquece qualquer coração mais durinho com essa frente fria…. para quem estiver de bobeira no final de semana e quiser um bom conselho: vá assistir essa montagem de Romeu e Julieta.
Garanto que não irão se arrepender.
Essa é a minha dica!
beijos,
Lali
Local: Centro Cultural Rio Verde
R. Belmiro Braga,119 Vila Madalena
tel: 11 3459 5321
Dia: 21, 22 e 23 - 28, 29, 30 de agosto
sexta e sáb 20 hs/ dom 19 hs
Prada Transformer
O Prada Transformer é um espaço multimídia da Prada em Seoul, na Coréia, um projeto idealizado com patrocínio da LG e da Hyundai (que fizeram as parcerias de produtos com a Prada). A idéia é promover o que eles chamam de “Single Mix” - interação entre as disciplinas: arquitetura, arte e música.
O espaço é uma construção gigante e rotatória com quatro lados que giram de acordo com a atividade da hora: um lado é para cinema, outro para exibições de arte, outro para arquitetura e um para moda.
Desde a abertura já houveram dois eventos: exposição feita com uma seleção de saias desenhadas por Miuccia Prada e jovens talentos coreanos; e festival de cinema com curadoria de Alejandro Gonzalez Iñarritu (diretor de Babel). Agora o espaço hospeda a exposição “Turn into me” com obras da sueca Nathalie Djurberj (segundo lugar no prêmio “promissora jovem artista”, na última Bienal de Veneza). Djurberj está expondo seus vídeos feitos em stop motion com massa de modelar.
Vale a pena conferir o site..
Vanessa Yadoya
Não tem preço
Galera,
Olha o tamanho da agulha e da linha que o Bruno me trouxe da Argentina.
Ele comprou em Buenos Aires, foi o maior trabalho do mundo para trazer porque o pessoal do aeroporto não deixou embarcar com ele (a agulha é objeto perigoso).
Resumindo, ele teve que voltar ao aeroporto para buscar o presente e agora o cachecol já está em plena produção.
Não medir esforços para supreender a amiga que faz tricô, não tem preço.
Valeu Bruno, depois mostro o resultado.

Rita Almeida




