Archive for julho, 2009

Metáfora colorida

Jason Michael Hackenwerth é um escultor diferente. Ao invés de pedra, barro e martelo, ele assopra, torce e modela bexigas. É uma arte tão mágica e efêmera quanto castelos de areia. Sua inspiração vem do reino animal e vegetal combinados a sexualidade e espiritualidade. Sobre sua obra ele diz: “Eu as preencho e o ar vai escapando. É uma grande metáfora das nossas próprias vidas.”

E de todos que trabalham com inovação.

Bárbara Bufrem e Vanessa Gobbi

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sexta-feira, julho 31st, 2009 Sem categoria 1 Comentário

Festa do Interior

Em um mês de Rio de Janeiro, vi a rua onde moro temporariamente se transformar duas vezes em cidade do interior. A primeira aconteceu no dia 4 de Julho, quando fecharam o final da Dias Ferreira para uma festa jun(l)ina. E a segunda foi no último sábado, quando fecharam o outro extremo da rua para o Leblon Jazz Festival.

Infelizmente, só tenho fotos do festival de jazz, mas o que eu vou dizer vale para os dois dias: em um momento em que os eventos competem por grandiosidade, experimentei iniciativas com muita cara de ‘quermesse de cidade pequena’, e gostei muito.

Um dos pontos que mais me chamou atenção foi que ambos os eventos não foram apenas feitos na Dias Ferreira - eles foram feitos pela Dias Ferreira. Descomplicando, a rua não foi um palco qualquer, ela foi protagonista de ambos os eventos. Mudando o endereço, mudaria-se o perfil das festas. E isso não só porque essa rua é uma das mais famosas do Leblon, mas porque foram os próprios restaurantes e bares locais que serviram comida e bebida em ‘barraquinhas’. Tirando o patrocínio de cerveja, o restante era muito original daquele lugar.


O que mais amei? Ver os donos dos restaurantes decorando seus espaços antes do evento, morrendo de rir, convidando todo mundo que passava para voltar mais tarde; ter a opção de comer muita coisa boa ao invés de sanduíche do Bob’s; estar em um espaço de um quarteirão que, por mais lotado que estivesse, ainda conseguiria encontrar meus amigos; durar apenas poucas horas e terminar antes das 22h; e, é claro, ser de graça, sem nem mesmo ter que pagar o estacionamento.

Mariane

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quinta-feira, julho 30th, 2009 Sem categoria 2 Comentários

Experiências delivery

Continuando o tema do post do Gabriel de ontem, não pude deixar de me contagiar por este assunto sempre inspirador: VIAGENS

A viagem, além de extremamente prazeroza, é sempre uma boa ocasião para se investigar comportamento de consumo e novas idéias. Já reparou que quando a gente viaja, principalmente para lugares deconhecidos, a gente fica mais aberto… seja para novas experiências, para prestar atenção ao seu entorno, as pessoas, etc?

Falando nisso, há um tempo atrás ouvi falar de um projeto pelo qual me apaixonei. Chama-se “A Little Beijing”, um guia criado pela designer Linz Lim que consite em um tour de 7 dias descrito por 60 post cards com uma coletânea de mapas, fotografias e descrições dos lugares legais que não são encontrados em qualquer Lonely Planet da vida…

A cada dia, os viajantes seguem as rotas pré determinadas e carregam com eles 10 post cards em branco. Em cada local visitado, os turistas escrevem suas impressões nos post cards e os enviam por correio para casa. Quando eles retornam, todo o retrato da viagem já os estará esperando…

Vanessa Yadoya

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quarta-feira, julho 29th, 2009 Sem categoria 1 Comentário

além do que se vê

Voltando agora de viagem muita coisa me ocorreu que eu pudesse escrever aqui sobre um lugar que já virou tabú no mundo todo.

Cuba. Terra dos barbudos revolucionários que transformaram uma ilhota num regime comunista (sem julgar politicamente). Durante esse parêntesis no tempo vi muita coisa de que poderia falar, desde sobre como os modelos de carros pararam no começo do século passado, ou sobre como o sistema de saúde é motivo de orgulho nacional, ou como cubanos são amantes do Brasil e péssimos jogadores de futebol ou como o jazz se mescla com a rumba e a música africana e ressoa por alguns cantos escondidos das cidades.

Quão complexo é tentar explicar Cuba, que um post seria impossível, e por isso vou relevar isso tudo e vou falar sobre um ponto peculiar.

Entre todas essas coisas para notar, muito me espantou quando andando pelas ruas estreitas de Habana Vieja dou de cara com lambe-lambes despretensiosamente colados na parede.

Fui descobrir que eram cartazes feitos para divulgar a Décima Bienal de Havana, uma das maiores já realizadas em Cuba até hoje, todos produzidos em serigrafia de forma um tanto manual, em cima do tema, Integração e Resistência na era global.

Em um país fechado como Cuba, é incrível descobrir o que se guarda de produção artística e cultural e como o resultado é fascinante quando mesclado com quem está fora.

Gabriel Kalup

terça-feira, julho 28th, 2009 Mundo 2 Comentários

Consumo Autoral

Desde a revolução industrial , que deu início às transformações na produção de mercadorias, a relação entre as pessoas e seus bens materiais vem sofrendo significante mudança. O capitalismo impregnou a tal ponto a esfera cultural e subjetiva, que nossa identidade está sendo definida pelo tipo de consumidor que somos. Não adquirimos apenas objetos dos quais necessitamos e passamos a nos expressar através de nossas escolhas estéticas, tornando difícil distinguir o que consumimos do que produzimos. É sobre esse novo tipo de consumidor que trata o livro Consumo Autoral: As gerações como empresas criativas, lançado no Brasil em maio desse ano.

Produzido pelo instituto italiano de pesquisa de tendências e consultoria estratégica, Future Concept Lab, o estudo apresenta como pensa e consome o homem contemporâneo. Assim como uma empresa criativa, o consumidor-autor recusa a banalidade em favor de experiências mais enriquecedoras e interativas que ele espera obter através da relação que estabelece com as marcas e produtos que consome.

A partir de pesquisa realizada em 25 países, o livro apresenta dez grupos geracionais que exemplificam e refletem a nova tendência de comportamento com qual o mercado já está se confrontando. Dentre eles, vale destacar o perfil da Singular Women, cujo país eleito é o Brasil: mulheres de 35 a 50 anos, cada vez mais independentes, seguras de si e sem conceitos preestabelecidos que valorizam o ponto de vista cultural, alternativo e questionador das marcas. Outro país latino-americano que também ganhou seu próprio target é a Argentina com os Normal Breakers: homens e mulheres de 45 a 60 anos que enxergam normalidade e transgressão como parte da sua condição de pessoas de meia-idade e para os quais a tecnologia é companheira insubstituível.

Como conclusão, o livro apresenta exemplos práticos do consumo autoral que estão envolvidos no turismo e na domesticidade, além de um apêndice sobre como será a casa no ano 2020. Fácil e gostoso de ler, o livro já se tornou essencial para todos os profissionais do mercado criativo e ávidos por novidades.

Título: Consumo Autoral: As gerações como empresas criativas
Autor: Francesco Morace , presidente da FCL
Ano: 2008

Duda Borelli

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segunda-feira, julho 27th, 2009 Sem categoria 2 Comentários

TEDGLOBAL 2009

Tem um site que eu acompanho há algum tempo e que gosto muito, muito, muito: www.ted.com Este é um site de “Ideias que valem a pena serem divulgadas, compartilhadas e disseminadas”. Conheci esse site depois que participei de uma conferência de planejamento nos EUA e fiquei maravilhada com a palestra do Sir Ken Robinson, depois googando loucamente pra achar arquivos dele na internet achei uma palestra dele nesse site. Desde então nunca mais larguei.

Esta semana eles realizaram a conferência anual - TEDGLOBAL 2009 - cujo tema deste ano foi a substância das coisas que não vemos, as forças ocultas que estão modelando o nosso futuro, o invisível e o ainda desconhecido.

A palestra do primeiro ministro Britânico é muito inspiradora. Ele fala que nós somos a 1a geração realmente Global e que precisamos de um ética Global para conseguir mudanças globais. Assuntos como a crise econômica, direitos humanos, aquecimento global, não podem ser combatidos apenas pelos EUA e pela Europa. O assunto não é novo, mas é relevante.

Fica aqui a dica para acompanhar o que rolou nessa conferência. Palestra do Gordon Brown.

Maysa
:-)

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sexta-feira, julho 24th, 2009 Mundo, Pensamentos 1 Comentário

Vida, arte, loucura e felicidade

Hoje buscamos inspiração para um projeto na obra de Arthur Bispo do Rosário, um artista plástico diagnosticado esquizofrênico, que viveu no hospital psiquiátrico Juliano Moreira (Rio de Janeiro) por 50 anos. Em um de seus surtos recebeu, de uma voz do além, a missão de permanecer fechado em um quarto para recriar o universo para apresentar a Deus no dia do Juízo Final.

Ele recolheu objetos dos restos da sociedade de consumo como forma de registrar o cotidiano dos indivíduos. Suas obras foram consideradas manifestações da vanguarda artística e comparadas a obra de Marcel Duchamp. Seu processo de criação tem na doença toda sua potência que faz com que a obra seja intensa, capaz de ser apresentada para quem realmente foi concebida: “Deus”.

Olhando a arte do Bispo hoje eu e a Mari Zampol nos emocionamos comentando o quanto ele era iluminado e sadio em sua percepção de mundo. Mais louco é quem me diz que não é feliz!

Rita Almeida e Mari Zampol

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quinta-feira, julho 23rd, 2009 Bastidores, Pensamentos 4 Comentários

Iniciativa!

Você é designer, mas passa o dia  fazendo catálogos para o varejo? Desanima quando vê mais um logotipo feito no powerpoint? Pensa em largar tudo cada vez que mandam vc trocar a fonte, a cor, a ilustração e ser menos artistico?

Bom, tem solução; aqui no Brasil são poucas as agências que vão entender o seu lado conceito e muito menos valorizar o seu lado artista, então tem que se virar, tomar a iniciativa e criar seus projetos.

Aqui tem um exemplo bacana de alguns designers BRAZUCAS que fizeram um projeto e tomaram a iniciativa. Eles vendem suas prints em um blog e vc só precisa escolher, mandar um email e pagar.
rápido e fácil!

Luciana Seleme

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quarta-feira, julho 22nd, 2009 Sem categoria 2 Comentários

“Ninguém vai lá”

Na última vez que estive no Rio de Janeiro, passando pela orla de Ipanema pensei alto:
- Deve ser gostoso tomar uma cervejinha em um desses quiosques.
Minha namorada, carioca, repreendeu:
- Nossa, ninguém bebe aqui.
- Como assim? É perigoso? Não pode?
- Não. Sei lá. Só não é normal. Não faz sentido.
Então, sem fazer o menor sentido pra mim e todo pra ela partimos para algum bar ali pelo Leblon.

Uma semana depois alguns amigos paulistas foram pela primeira vez para o Rio. Quando perguntei sobre a noite, curiosamente as histórias mais bacanas se passaram em um quiosque, ali onde pega-mal-e-não-tem-porque-beber-a-noite. Adoraram. Pareciam ter vivido um pouco do que é o Rio.

Fiquei me questionando sobre essas verdades regionais que não tem muita explicação e não fazem nenhum sentido pra quem é de fora.

Dias depois minha namorada, carioca, me pediu pra visitar o Museu do Ipiranga.
- O Museu do Ipiranga? Mas ningúem vai lá…

Rafael Mendonça

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terça-feira, julho 21st, 2009 Sem categoria 5 Comentários

As barreiras dos jovens

É difícil imaginar onde ficam os limites dos jovens. Não vivemos uma anarquia, claro, mas o jovem não vê fronteiras para seus pensamentos e desejos. Ele quer, ele faz. (Ok, nem tudo.) Obviamente, o dinheiro restringe. O papo de grana sempre aparece como a cerca do mundo dele. Imaginemos assim: a grana define o território em que esse jovem vive. Dentro desse território, ele reina, principalmente na democracia da internet e dos amigos. Mas será se é mesmo grana o seu limite? Dinheiro é restritivo tanto para quem tem demais como para quem tem de menos. Mas e aí?

Já fizemos vários projetos com jovens, e no mais recente tínhamos uma indagação bem básica: afinal, quais são suas barreiras? E eis que surgem algumas descobertas bacanas! No fundo, eles têm 2 barreiras.

Foto: Guille

A primeira é o tempo. Falta tempo? Sim, para todos, mas eles tem uma ansiedade em fazer as 24 horas do dia durarem 86.400 segundos. Para eles, não aproveitar os momentos é uma frustração constante, e desejam fazer tudo o que for possível - do entretenimento ao profissional. Não se trata de perder tempo, se trata de ganhar histórias. Se houvesse dias com 36 horas, o problema não estaria resolvido. A vontade é de multiplicar braços e pernas, é ter suporte para o conatus que ainda grita dentro deles. Não é a toa que a internet como um todo (Google e etc.) é sucesso que é por causa dessa galera.

A segunda barreira é o paradoxo segurança vs. liberdade. A vontade de desgarrar-se e abraçar o mundo é proporcional ao carinho e ao apego pela família (amigos + namorada/o + parentes + animais de estimação). Fazer “contas emocionais” é sempre um problema na hora de embarcar em novas aventuras, e o grande peso dado aos seus entes queridos é geralmente uma forte barreiras para as mudanças que seus pensamentos e vontades exigem. E aqui, mesmo que a tecnologia de telecomunicações de hoje apareça como a grande salvadora, nada substitui o sentimento de pele-com-pele que eles ensejam.

Dei só uma simplificação do que vimos. Falar das barreiras do jovens nesse tom simplório é até ofensivo - o buraco é bem mais embaixo - e existem exceções que formulam outros padrões, outras barreiras, outras fronteiras. Pessoalmente, me sinto bem íntimo dessas barreiras, pois tenho como trabalho diário lutar contra (ou favor) delas.

E as suas barreiras, quais são?

O que trava seu pensamento e seu desejo na hora de virar ação?

*Comente e você ganha um doce! É só comentar, vir aqui na CO.R e pegar o seu.

Rafael Lavor

segunda-feira, julho 20th, 2009 Comportamento, Pensamentos 6 Comentários