Archive for março, 2009
Boa surpresa

Estive no Rio semana passada e tive uma surpresa boa ao entrar em uma padaria da Gávea. É que lá no fundo do salão, ao lado dos onipresentes freezers da Kibon e da Nestlé, brilhava em amarelo uma novidade. Vejam vocês que a minha marca favorita de chocolates, a Garoto, agora também virou sorvete. Todos aqueles chocolates (que têm cara de infância 80) agora são vendidos em formato de picolé: Serenata de Amor, Talento, Opereta…
A Garoto sempre foi muito tradicional, e pouco acompanhou o movimento das marcas concorrentes, que de tempos em tempos, mudavam as embalagens, formatos e sabores. Por isso mesmo, é tão surpreendente esse salto de inovação. Prova de que o grande desafio - e também oportunidade - de qualquer marca é evoluir junto ao seu target, e fazê-lo sorrir do inesperado. Como eu, com meu Batom congelado.
Bruno
Um lugar ao sol, na primavera

A primavera chegou e de tão esperada faz com que ninguém perca nem um minuto de sol. É só chegar perto da praia, praças e parques para ver a quantidade de gente andando à vontade por aí.
Sob sol alto fui dar uma volta no Parque de la Ciutadella, um dos mais bonitos de Barcelona. Muita gente de bicicleta, skates e patins circulavam pelo caminho. Chegando lá, começo a ouvir de longe uma cantoria e logo vejo um grupo fazendo piquenique e tocando em roda uma música cubana que me alegra.

Começo a observar ao redor e enxergo muitos outros grupos fazendo malabares e tentando plantar bananeira. Todos muito animados, alguns com filhos, usando roupas coloridas, conversando e curtindo aquele momento. De tanta gente junto com aspecto de artista, quase “new hippie”, me pergunto: será que hoje foi marcado algum encontro, estão comemorando alguma data especial? Indago a dois amigos que passam com seu violão, que me respondem: “não, é apenas domingo”. Logo me dou conta de aquele não era um domingo qualquer, mas o primeiro a anunciar a chegada da primavera.

Iris Jönck, de Barcelona
5 da tarde em Hué

Engarrafamento é uma praga urbana que atinge até os lugares mais inusitados do mundo, principalmente às 5-6 da tarde. E já chegou até mesmo a Hué, uma cidadezinha histórica no Vietnam, que um dia foi a capital imperial do país. A diferença é que em Hué os carros são bicho em extinção: tudo que você vê é uma multidão de bicicletas e motos paradas à espera do sinal abrir.
Mariane
Uma boutique très chic

Todo mundo sabe que há muita gente que trata seus animais de estimação como se fossem filhos. Mas para quem não faz parte desse mundo, ainda causa um grande estranhamento entrar em uma boutique de luxo para cachorros e gatos. Pelo menos foi assim que me senti na Bête de Mode (literalmente, “besta da moda”, mas a palavra besta não tem o mesmo sentido que em português).

A Carole, dona da loja e ‘mãe’ da Bruma, é apaixonada por animais e está sempre em busca de novidades. Na sua loja você encontra roupas e acessórios de moda como t-shirts, laços, óculos escuros, bolsas; cosméticos como perfumes, shampoos para diferentes tipos de pelo e até spray contra mal hálito; e também presentinhos gourmet, tipo comida de cachorro no formato de kebabs. Os animais são bem-vindos na boutique, é claro, mas se você não estiver com o seu pode usar a Bruma de modelo – ela está sempre presente para dar uma ajuda para a Carole. Fofa, não?! Mas ainda assim, um universo paralelo para mim.

Mais informações: www.betedemode.com
Mariane
Oi Aurea!
Londres fala oi para a Aurea. Ela acaba de chegar na Inglaterra direto da CO.R. Bom para nosso blog que ganha outra correspondente e reforça nossa alma viajante que gosta de trazer insights de diferentes lugares e culturas.
Quanto a Aurea, a história dela é muito bonita: Mesmo com barreiras maiores do que a média da galera de 20 anos que atua hoje no mercado de comunicação, ela conseguiu entrar na ECA e por 1 ano e meio fez um trabalho brilhante aqui na CO.R. Ela conseguiu, também com muito esforço, planejar-se para morar em Londres por um tempo, estudar inglês e se permitir crescer mais rapidinho. Eu admiro muito pessoas que não medem esforços para ir atrás dos seus sonhos, como a Aurea e outras pessoas que cada um de vocês também deve conhecer. Então este post é para comemorar a ampliação da nossa rede de correspondentes aqui no “CO.R às 5” e festejar a coragem e o foco da Aurea. Parabéns Aurea e arma as anteninhas pra mandar logo boas histórias de Londres pro nosso blog.
Rita Almeida
Rue des Filatiers, Toulouse
Há algum tempo publicamos um post da Aline sobre as ruas do Leblon que, além de nos dar vontade de ir para lá tomar um chopp imediatamente, também nos lembrou que delícia é caminhar por um bairro.
Eu adoro andar à pé, mas reconheço que morando em São Paulo uso mais o carro do que gostaria. Mas agora que estou de férias aqui em Toulouse, no sul da França, aproveito para fazer tudo andando, mesmo porque a cidade não é lá tão grande.
Depois de testar 3 rotas possíveis entre o apartamento onde estou e a escola de francês, escolhi a Rue des Filatiers como o meu percurso favorito, capaz de iluminar o meu dia. Vou contar para vocês o que tem nessa rua de tão especial.
Bom, a Rue des Filatiers é a síntese da região de Carmes, uma das mais descoladas da cidade que reúne ateliês e galerias de arte, bistros e restaurantes, e muitas – mas muitas – lojinhas fofas! Em Carmes, como em boa parte da França eu acredito, o romance que envolve o produto importa mais do que o produto em si. Para as meninas, essa rua é uma perdição.
No começo da rua, você encontra a Papillotes & Berlingots, uma loja cheia de latinhas, caixas, potinhos… de caramelo. Na verdade, tem muito mais opção de embalagem do que de sabor, mas vive cheia de gente à procura de um presentinho.

Dez metros à frente, tem a Les Petits Poids, que vende açúcar de todas as cores possíveis, azeites e sais temperados, diferentes opções de mostarda e patês, que combinados formam vários kits para presente.

Logo em seguida, você se depara com a Flower Box Gallery que oferece quadros vivos: são mais de 100 variedades de plantas para se pendurar dentro de inúmeras opções de molduras. Só de curiosidade, as plantas sobrevivem na horizontal porque eles colocam um substrato vegetal que retém 20 vezes mais água do que o normal.

Ainda há muitas outras coisas encantadoras nessa rua: uma casa de brinquedos onde o tempo parece que parou; uma loja de banho 100% artesanal chamada Bulles; duas lojas de vinho com muita opção abaixo dos 10 euros, sendo uma delas especializada em vinhos orgânicos; uma esperada boulangerie que tem sempre fila às 5 da tarde; uma quitanda chamada Cotê Jardin de uma família bem simpática e, por fim, o Bar Du Matin que fica cheio no café da manhã, almoço e jantar.

Enfim, quem me conhece sabe que sou uma pessoa que não faço viagens chiques, pelo contrário… para mim, um grande luxo tem sido poder viver o dia-a-dia de uma outra cultura, ‘morar’ em um lugar que é tão a cara do sul da França e, principalmente, ter tempo suficiente para curtir tudo isso.
Bisous, Mariane
Archeology of the Future II
Continuando o post de ontem, as outras tendências presentes na exposição da Archeology of the Future:
“Global”
Finalmente as sementes plantadas pelos ideais hippies nos anos 60 brotaram, e foram colhidos por um novo publico: “os burgueses boêmios”, que cultiva um gosto coletivo por tudo o que é excêntrico ou exótico. O oriente e paises do “novo mundo” viajaram o mundo e transformaram a decoração, com tapetes, quadros, mascaras, ou o guarda-roupa, com robes, kimonos, pareos.

“No Age”
Vivemos também uma época onde as idades se misturam, onde a criança é sábia e velho é ingênuo. As idades não importam mais..
A Trend Union é uma empresa que há 20 anos vem estudando as tendências de comportamento, e tem clientes como Nissan e Loreal que compram relatórios anuais para saber como essas tendências estão se movendo.
Fernanda Freitas, de Paris
Archeology of the Future I
A semana de moda em Paris acabou de passar. Eu resolvi escrever sobre uma coisa que me chamou muito mais a atenção nessa semana que as passarelas: uma exposição de tendências da Trend Union, chamada “Archeology of the future”. A exposição tinha um quê de tendências de moda, mas algumas coisas são universais. Hoje e amanhã, vou falar aqui das tendências expostas que mais gostei e que eu acho que mais podem se adequar ao nosso trabalho:
“Body”
A ciência nos trouxe a possibilidade de uma outra vida. Mais longa, mais saudável, com mais beleza e prazer. Pesquisas de DNA, clones, cirurgia plástica, tudo isso possibilitou o uma qualidade (e quantidade) de vida que há 100 anos seria inimaginável. O corpo passou a ser uma vitrine: tatuagens, piercings, diamantes incrustados. Na moda, uma nudez permissiva: braços de fora, decotes, sapatos abertos. E o consumo também obedece essa tendência: academias, vitaminas, cremes, Viagra.

“Eating”
A comida virou um fenômeno fashion, e tudo relacionado com a arte de cozinhar (ou comer) está na moda: cursos de culinária explodem nas grandes cidades, novos rituais são estabelecidos, como “slow food”ou “finger food”, alimentos orgânicos se impõem nos supermercados e na mesa do consumidor. Chefs culinários viram estrelas, e cozinhar vira um hobby dos mais procurados por pessoas tentando fugir do stress. Com isso aumenta a demanda de tudo o que é relacionado com essa nova arte: design de utensílios e de móveis para a cozinha, livros de culinária, experiências gastronômicas e claro, os alimentos que compramos, que cada dia se encontram mais cheios de surpresa.

Fernanda Freitas, de Paris
#150

São 5 horas e a CO.R está muito feliz! Hoje comemoramos mais uma semana que chega ao fim, e percebemos que completamos 150 posts no nosso blog.
150 assuntos diferentes, percepções que foram capturadas e transformadas em insights para os nossos projetos, para as nossas vidas, e para o dia-a-dia daqueles que acompanham e interagem com a nossa proposta.
Recebemos comentários, e-mails, e o que a gente mais gosta: outros posts, aprofundando idéias exploradas aqui, trazendo uma nova visão sobre posts antingos (como no post de ontem) e contando alguma novidade, seja daqui, de outros cantos do Brasil, e do Mundo.
Nossa veia é colaborativa, por isso damos o maior valor para essa interação. E se depender de nós isso só tende a crescer. E é aí que vocês entram nessa história.
Ficaremos ainda mais felizes quando 150 também for o número de colaboradores.
Equipe CO.R
