Archive for fevereiro, 2009
Peixe do dia: Havaianas

Um amigo canadense, de férias no Brasil, está encantado com a criatividade e o clima de ‘tudo-pode’ brasileiro. Ele está colecionando uma lista de excentricidades que encontrou por aqui, como por exemplo uma peixaria no Leblon que vende Havaianas no meio de sardinha portuguesa, truta e badejo. Diz o funcionário que o dono teve essa idéia há 5 meses e que está fazendo o maior sucesso. Pode, não pode?!
Mariane
Aah sigh ee

Globalização é isto: o nosso açaí está nas vitrines da Vitamine World (EUA), rede americana de suplementos alimentares, anunciado como estrela. O melhor de tudo é a sua grafia: o açaí virou aah sigh ee! Com certeza, em breve chegarão o gua ra nah e aace row lah…
Será que estes não sao os produtos de exportacao que o Brasil deveria explorar? Samba e futebol parecem desgastados e tanto a a caipirinha como as sandalías Havaianas precisam de companhia para vender a imagem do Brasil para o mundo!
Cristiano
Lembranças do carnaval
Cada um aqui da CO.R aproveitou de um jeito o carnaval. Alguns ficaram super relax, outros pularam muito por ai. Eu fiquei no meio do caminho por intercalar a maratona dos blocos cariocas com momentos de pura preguiça na praia. E durante esses intervalos fiquei pensando que se teve uma marca que soube aproveitar bem esse carnaval foi a Antarctica. Impressionante!
Enquanto as outras marcas - de cerveja e qualquer outra coisa - estavam lutando por atenção no sambódromo (e isso é o que eu imagino, já que esse ano nem fui lá), Antarctica reinava sozinha no carnaval que cada dia fica maior e mais interessante: o das ruas do Rio de Janeiro. A marca patrocinou os blocos mais legais da cidade e colocou sua marca nos caminhões/trios, bandanas, camisetas, camisinhas para latinhas, latas decoradas etc etc. Os puxadores agradeciam à marca. Um ambulante chegou a me pedir desculpa porque a Antarctica tinha acabado e ele só tinha Brahma. Mesmo nos blocos que não foram patrocinados, a marca era onipresente.
Além de visibilidade, patrocinar blocos de rua oferece a uma marca um outro elemento que muitas procuram por ai: autenticidade. Pense que os blocos não foram criados por nenhuma empresa ou planejado por uma produtora de eventos. São manifestações espontâneas de pessoas que querem fazer aquilo dar certo. Todos começaram pequenos, todos têm uma história única, todos têm uma legião de fãs. Imagine quando uma marca consegue fazer parte de toda essa festa de uma forma legítima?


Mariane
Sinais dos tempos
Ontem precisávamos conversar com mulheres e fomos ao Ibirapuera no meio da tarde na expectativa de encontrar algumas sortudas que podem se dar ao luxo de praticar esportes enquanto a maioria das mortais está trancada em um escritório. Realmente acreditávamos que a viagem renderia alguma coisa (para o trabalho, lógico). Pura ingenuidade! O que encontramos foi um parque cheio de meninos sarados às 4 da tarde e nenhuma mulher para observar a história. Alguém explica?

Bárbara e Vanessa G
Um espetáculo inesquecível

O pôr-do-sol é uma daquelas coisas instigantes, que sempre quando sobra tempo dá vontade de ficar apreciando, como se fosse a primeira vez. Posso fazer uma lista de cenas memoráveis que tive, em dezenas de locais, como este da foto acima, no farol do Morro de São Paulo.
Apesar destas imagens sensacionais, o que mais me envolve no pôr-do-sol são as experiências únicas que o momento proporciona. E foi no fim dessas férias que descobri, através da minha mãe que voltava de viagem, uma baita experiência dessas inesquecíveis.

Trata-se do pôr-do-sol na praia fluvial do Jacaré, em João Pessoa. Há mais de vinte anos, diariamente, um nativo conhecido como Jurandy do Sax se veste de branco, sobe em um barco e passeia em frente aos apreciadores do pôr-do-sol tocando os 17 minutos do Bolero de Maurice Ravel. Os visitantes acompanham a cena nos bares a beira-rio, de onde surge também um violinista que acompanha a apresentação.
A grande sacada é que a vista do local, por sí só, já era algo fantástico, mas por que não elevar a experiência a um patamar de espetáculo inesquecível?
Parece distante do nosso mundo corriqueiro, mas eu me pergunto, quantas marcas realmente vão além e não se satisfazem com apenas o bom na hora de se relacionar com seus públicos?
Rafael Mendonça
Sonho de consumo brazuca

Hoje estava em um vôo para Miami e fiquei pensando um pouco em porquê os brasileiros são tão seduzidos por esta cidade…
Miami é um sonho de consumo brazuca. Tem Gap, tem Apple Store, tem Starbucks, carro conversível e tudo isto podendo se fazer compreender em portunhol. Não tem preço! Amamos isto…
Miami representa estar nos EUA e portanto no primeiro mundo, mas sem perder as nossas raízes latinas e alguns confortos e jeitinhos que conhecemos bem.
Na Flórida, a lei permite que se ande de moto sem capacete, os apartamentos maiores têm quarto de empregada, o pedestre não é tão respeitado assim… enfim… de alguma forma estamos em casa…
Acho que está no nosso DNA… adoramos as coisas de primeiro mundo, queríamos ser uma super potência, mas nos sentimos realmente em casa quando encontramos um pouco do nosso jeito e da nossa bagunça nesses países.
Cristiano
Livres para crescer

Ontem limpando os meus arquivos me deparei com essas projetivas: desenhos feitos por dois jovens perto dos 20 anos (um menino e uma menina) que tinham acabado de deixar a casa dos pais para morar sozinhos. Pedimos que eles desenhassem algo que expressasse seus sentimentos em relação a recente experiência. As diferenças são muito engraçadas.
A menina desenhou uma casa completa, com todos os cômodos, e se colocou em uma posição de gerente da casa, com suas sacolinhas de compras. A mensagem era clara, essa é a minha casa e eu cuido dela (e se quiser posso deixá-la toda bagunçada, cama por fazer, roupas e sapatos jogados pela sala). Outro dia a Mariane (Maciel) estava me contando que é exatamente assim: em casa de solteiro não se arruma cama nem se lava louça diariamente.
Já o menino não passou da sala e mostrou que seu maior prazer é imaginar-se no sofá junto com os amigos jogando videogame e tomando cerveja a noite toda.
Em comum, a busca da sensação única da liberdade, de fato, a porta de entrada para o mundo adulto.
PS: em um estudo recente, aprendemos com uma antropóloga que se antigamente o casamento era um marco /ruptura na vida de uma pessoa, hoje ele foi substituído pelo “sair de casa” – muito mais significativo em relação às mudanças que provoca.
Rita Almeida
London Calling: The Pepsi’s Logo
Hoje no jornal Metro daqui de Londres tem uma notinha rápida (clique na imagem para ler), sobre o novo logo da PEPSI. Ela especula sobre o vazamento de um documento estratégico da agência que desenvolveu o logo, sobre como o logo foi criado: uma inspiração que mistura o sorriso da Monalisa, o campo gravitacional da Terra e o formato da concha Nautilus.
Com uma historinha muito bem contada, o buzz todo deixa aberta a pergunta: seria tudo real ou uma boa estratégia de boca-a-boca pra divulgar o novo logo de forma não convencional?
Se foi proposital, achei bacana a idéia de colocar a comunicação trabalhando para a divulgação do novo logo. Se foi acidente, bem…quero cometer esse tipo de erro no futuro…
E aí o que você acha? Acidente, ou estratégia bem pensada?
Coca ou Pepsi?
Em tempo, eu ainda sou mais a Coca. Pepsi é muito doce…
Beijos de UK,
Marcello Magalhães
London Calling: AKQA

Hoje estive na AQKA, que é uma agência especializada em digital super bem conceituada pelo mundo afora.
Que a disciplina digital deixou de ser algo marginal no processo de desenvolvimento de comunicação e negócios, isso todo mundo já sabe. Mas foi impressionante constatar como o negócio tomou corpo. A agência parecia uma verdadeira redação de um grande jornal.
Já quando estava de saída, tirei uma foto de um dos dois andares da AQKA em Londres…
(Sem contar com o exercito de freelas que trabalham de suas casas): uma verdadeira e enorme fábrica de criação e produção digital. Sinal dos tempos…
Marcello Magalhães

