Brasil
Mais Brasil na Wallpaper
Definitivamente o Brasil passou a fazer parte da comunidade cult internacional. A Wallpaper de fevereiro traz o “Design Awards 2010″ com a indicação de 2 projetos brasileiros premiados: o restaurante Kaá dos arquitetos Arthur Casas e Márcio Kogan na categoria Best New Restaurant e um outro projeto do Marcio Kogan na categoria Best New Private House, uma casa incrivelmente linda em Parati. Vão ai as fotos para nosso orgulho brasileiro.



Depois da febre do temaki…

Há alguns meses publicamos um post sobre modismos gastronômicos e, entre eles, falamos da febre do Bentô Box nos EUA. Pois bem, não é que no último fim de semana foi inaugurado um novo restaurante no Rio chamado Bentô? A ideia é a seguinte: há 50 opções de sushis, sashimis e afins para você escolher e montar sua bandeja com 4 caixinhas por R$ 22,00, no esquema fast-food. O Bentô emprestou para cozinha japonesa a informalidade carioca em grande estilo. Além do conceito inovador, a programação visual rompe com os códigos do universo japonês e é bem cool. Dá vontade de levar para casa a bandeja, mais um trabalho legal da Tátil Design. (Para quem quiser conhecer, o Bentô fica na Aníbal de Mendonça, a uma quadra da praia.)
Beijos de Ipanema,
Mariane e Paula
Made in RS

Nas nossas andanças pelo país, sempre nos surpreendemos com a originalidade das marcas regionais. Elas estão presentes por todo o Brasil, e geralmente ganham uma fatia dos mercados locais se posicionando como uma alternativa B aos produtos nacionais – por valor e por imagem, ganham as prateleiras mais pela criatividade e pelo preço baixo, do que pela qualidade.
Mas ao contrário do que se vê nos outros estados, aqui no Rio Grande do Sul acontece uma coisa curiosa: o orgulho gaúcho conseguiu ser trabalhado por algumas marcas locais, e o fato desses produtos serem fabricados aqui, faz com que eles ganhem uma percepção diferente, superior. Como se fosse um selo de que foram fabricados com um certo rigor sulista, e garantidos por uma tradição européia.
Uma ida rápida ao supermercado me fez deparar com várias marcas que eu não conhecia, e que tinham o valor igual ou superior aos daquelas que eu estou acostumado. Resolvi experimentar o iogurte do Tambo e agora estou preocupado sobre como é que vai ser minha vida sem essa delícia lá em São Paulo… é que para os gaúchos, não basta que os produtos sejam daqui, é preciso que eles permaneçam aqui, exclusivamente. Não é exagero meu, olhem o slogan da cerveja Polar!

Bruno - servindo bem para servir sempre! ![]()

Nesse sábado tive uma experiência muito bacana. Fui dar aula para o pessoal do Click 2009, do curso de planejamento da ESPM no Rio Grande do Sul. Esses são os nossos amigos, uma turma super bacana, focada em discutir o novo papel do planejador, e que no sábado conheceu um pouco de como a CO.R se envolve nesse processo, trasformando a pesquisa em uma ponte entre as pessoas e as marcas.


Assim como nossa filosofia de trabalho aqui, a aula foi super co-criativa e tenho certeza que eu aprendi tanto quanto eles, pois a troca foi imensa.
Bruno
Quem topa?
Falem o que quiserem, mas a grande verdade é que o Calypso representa o maior acontecimento da música brasileira dos últimos tempos.
Os caras não só criaram um novo gênero musical, como também conseguiram revolucionar o mercado fonográfico. Explodiram no país inteiro usando camelôs para distribuírem seus álbuns originais a preço de CD pirata, e construíram um modelo de negócio único que bate records de crescimento mesmo em tempos de crise.
A gente vive falando aqui na CO.R sobre a necessidade das marcas criarem experiências com as pessoas. Com certeza um bench pra qualquer uma delas é entender como o Calypso conseguiu fazer isso com tanto sucesso: a banda virou um site, virou clube de pontos, e até provedor de internet discada.

Mas os 10 anos de carreira não só trouxeram reconhecimento pelas habilidades de mercado. Chimbinha é capa da revista Trip desse mês, e a presença de Caetano Veloso em um show da banda no ano passado despertou a atenção dos jornalistas: “Calypso reinventa a MPB e a Joelma é puro heavy metal!”.
Meu envolvimento com toda essa onda ainda é modesto. Ganhei o CD do meu amigo Bazán, em uma viagem pela Bahia. Não é o tipo de música que escuto sempre, mas com certeza ele sai da caixinha naqueles dias de animação em alta.
Pois bem, para dar o próximo passo, nesse fim de semana vou ao meu primeiro show. O esquema é total coerente com toda a trajetória deles: zona leste, 20 reais o ingresso, whisky e vodka a 1 real a noite toda. Ainda não encontrei algum amigo para topar a parada, mas minha grande preocupação é saber se vou saber gingar como pede o único protocolo!

Bruno
12 anos atrás…
Aqui na CO.R a gente tem trabalhado muito com o ramo de telefonia. E andando pelo Brasil para entender a mente do consumidor, não é raro escutarmos pessoas expressando um certo saudosismo do tempo em que o governo era o responsável pelas tele-comunicações, através das estatais telefônicas de cada estado.
Brincando com o youtube nesse fim de semana, encontrei um vídeo antigo e muito engraçado da Regina Casé, que mostra como essa saudade das teles públicas é irracional. No final dos anos 90, ela rodou o país para gravar um programa especial sobre a relação das pessoas com o telefone. Ver esse filme hoje, além de hilário, é perceber o tamanho da evolução que passou quase despercebida aos olhos de muita gente…
Inacreditável pensar que de lá pra cá, só se passaram 12 anos.
Bruno
BH - Paris

Conheci a Maria Lina estes dias aqui em BH, na inauguração da exposição “Cabaças de Alby”, de seu marido frances Alby Hauteville. O casal mora entre em BH em Paris.
Sobre as obras do Alby: aqui em Minas, sao muito conhecidas as cabaças feitas por artesãos, mas as do Alby sao muito diferentes do que eu ja tinha visto. Estão mais para arte do que artesanato. Ele coleta cabaças de varios formatos e tamanhos pelas “roças” de Minas e faz interessantes peças em suas formas naturais.
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Sobre Maria Lina: ela é historiadora, mineira e parisiense desde 1983. Ela tem um blog muito legal que vale a pena visitar com informaçoes e dicas super atuais sobre o que está acontecendo em Paris. “O básico todos podem obter nos guias diversos, e existem excelentes. Minha proposta é mostrar Paris e como vivem os parisienses. O que fazer num dia ensolarado, os restaurantes que surpreendem, os hóteis atípicos, a melhor bisnaga ou o melhor chocolate. As tendências, as novidades, onde ir. E informaçoes práticas também. Como dicas sobre transporte, como evitar filas em museus, motoristas de táxi que falam português etc.”
Telma, de BH
Gyrotron, uma nova forma de treinamento físico que a Mile me mostrou

Jamile mora em Trancoso, praia que eu vou pelo menos uma vez por ano há vários anos. Quando comecei a ir para lá ela era garçonete no delicioso restaurante da pousada Capim Santo, onde fico desde a primeira vez. Alguns anos depois a Mile mudou de história, começou a trabalhar com terapia corporal e massagem.
Agora em janeiro fui para a Capim Santo e marquei uma massagem com ela. A massagem foi muito gostosa como sempre mas ela me convidou para fazer uma aula de GYROTROM, uma nova modalidade de treino em aparelhos que é prima da yoga, irmã do Pilates, amiga do ballet e filha do alongamento. Para isso teve que se preparar o ano todo viajando em direção as aulas de Gyrotron.
Fiquei impressionada com os multi benefícios do aparelho e principalmente com a aula da Mile. Descobri algo que mexe o corpo, a mente e o espírito que quero continuar ao longo do ano. Porém, o melhor de tudo foi ver a Jamile crescendo sem parar e indo atrás dos seus sonhos, direto da pequena Trancoso.
Rita Almeida
Peixe do dia: Havaianas

Um amigo canadense, de férias no Brasil, está encantado com a criatividade e o clima de ‘tudo-pode’ brasileiro. Ele está colecionando uma lista de excentricidades que encontrou por aqui, como por exemplo uma peixaria no Leblon que vende Havaianas no meio de sardinha portuguesa, truta e badejo. Diz o funcionário que o dono teve essa idéia há 5 meses e que está fazendo o maior sucesso. Pode, não pode?!
Mariane
Lembranças do carnaval
Cada um aqui da CO.R aproveitou de um jeito o carnaval. Alguns ficaram super relax, outros pularam muito por ai. Eu fiquei no meio do caminho por intercalar a maratona dos blocos cariocas com momentos de pura preguiça na praia. E durante esses intervalos fiquei pensando que se teve uma marca que soube aproveitar bem esse carnaval foi a Antarctica. Impressionante!
Enquanto as outras marcas - de cerveja e qualquer outra coisa - estavam lutando por atenção no sambódromo (e isso é o que eu imagino, já que esse ano nem fui lá), Antarctica reinava sozinha no carnaval que cada dia fica maior e mais interessante: o das ruas do Rio de Janeiro. A marca patrocinou os blocos mais legais da cidade e colocou sua marca nos caminhões/trios, bandanas, camisetas, camisinhas para latinhas, latas decoradas etc etc. Os puxadores agradeciam à marca. Um ambulante chegou a me pedir desculpa porque a Antarctica tinha acabado e ele só tinha Brahma. Mesmo nos blocos que não foram patrocinados, a marca era onipresente.
Além de visibilidade, patrocinar blocos de rua oferece a uma marca um outro elemento que muitas procuram por ai: autenticidade. Pense que os blocos não foram criados por nenhuma empresa ou planejado por uma produtora de eventos. São manifestações espontâneas de pessoas que querem fazer aquilo dar certo. Todos começaram pequenos, todos têm uma história única, todos têm uma legião de fãs. Imagine quando uma marca consegue fazer parte de toda essa festa de uma forma legítima?


Mariane