Protesto!

Recentemente fazendo um trabalho sobre a classe C, conversei com uma menina de 22 anos sobre responsabildiade sócio-ambiental. (Não com essas palavras chatas, claro.) Ela me contou que não se preocupava em cuidar do meio ambiente até sua casa ser alagada: “Descobri que tem muito a ver com o lixo que a gente joga na rua, agora vou procurar cuidar mais”. Aqui em São Paulo está sendo veiculada uma propaganda que visa educar a população a não jogar lixo na rua - tão “realista” que o Edson Celulari dá autógrafo dentro do ônibus…

Sempre soube que São Paulo não era a cidade-modelo em limpeza. Mas quando cheguei aqui percebi que é ainda pior: encontrar lixeiras pelas ruas de São Paulo é uma missão quase impossível! (Para lixo reciclável então…) Ou seja: se você não foi muito bem doutrinado a caminhar quilômetros com um lixo na mão até encontrar uma lixeira, o lixo acaba no chão mesmo.

Pior: hoje almocei no Shopping Vila Olímpia e descobri que tem tantas lixeiras quanto nas ruas - a gente anda, anda, anda e nada de encontrar uma! Fora a lixeira da praça de alimentação, que não separa orgânico de reciclado.

São Paulo, mais do que nunca, sofre as conseqüências de tamanha irresponsabilidade. Se já é um absurdo uma cidade tão cosmopolita ainda ser tão retrógrada nesse sentido, pior é perceber que as pessoas e estabelecimentos comerciais ainda aceitam como se não fosse um ultraje.

Bárbara Bufrem

(Fonte da imagem)

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segunda-feira, fevereiro 8th, 2010 Sem categoria Nenhum Comentário

Mais Brasil na Wallpaper

Definitivamente o Brasil passou a fazer parte da comunidade cult internacional. A Wallpaper de fevereiro traz o “Design Awards 2010″ com a indicação de 2 projetos brasileiros premiados: o restaurante Kaá dos arquitetos Arthur Casas e Márcio Kogan na categoria Best New Restaurant e um outro projeto do Marcio Kogan na categoria Best New Private House, uma casa incrivelmente linda em Parati.  Vão ai as fotos para nosso orgulho brasileiro.


sexta-feira, fevereiro 5th, 2010 Brasil, Sem categoria 1 Comentário

Lost in Lost

Na terça-feira começou a última temporada da série que se tornou um fenômeno da TV mundial: Lost.

Antes de assistir qualquer episódio, eu me perguntava por que a vida dos sobreviventes de uma aeronave caída numa ilha despertava uma reação tão efusiva, discussões acaloradas, teorias sobre o final da série…

Mas é que Lost vai muito além. Os sobreviventes estão numa ilha que praticamente tem vida própria, onde acontecem as situações mais bizarras já vistas na TV. São milhares de crenças, estudos de ficção científica, mistéios, fumaças assassinas, viagens no tempo, misturados com romance, rapazes sarados sem camisa e mocinha criminosa. Ou seja, tem história pra todo mundo.

Uma das passagens mais aplaudidas pelos  nerds, foi quando numa “parada”no ano de  1977, Hurley teve a brilhante idéia de  reescrever o roteiro do Retorno de Jedi  sem os ewoks e postá-lo para o George  Lucas. Ele acreditava que foram os ewoks  que acabaram com a série.

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Podemos fazer muitas ressalvas sobre a série: interpretações razoáveis, cenários tipo “Chapolin”, erros de continuidade, mas Lost vicia e não passa indiferente. Se você não deseja ser um lostmaníaco, não assista nenhum episódio completo.

Namasté.

Maeda

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010 Sem categoria 3 Comentários

Laos às 5… da manhã

Em Luang Prabang, cidadezinha extremamente charmosa em pleno Laos, rigorosamente todos os dias às 5h30 da manhã os turistas e moradores se encontram para dar suas oferendas para os mais de mil monges que vivem na cidade e nos arredores.

Enquanto aguardamos a chegada deles, existe uma certa euforia, ainda mais por parte dos turistas que estão por lá. Basta o primeiro monge aparecer na rua que um silêncio de reverência paira na penumbra do sol nascendo.

A experiência é maravilhosa. Os monges passam em silêncio por você que sentada e sem sapato coloca arroz, bolacha, frutas e o que mais quiser dar para eles em suas cestas.

Alguns te olham, agradecem, perguntam de onde você é. Outros apenas acenam com a cabeça, agradecendo a oferenda. São velhos, jovens e crianças que depois, ao longo do dia, você encontra levando uma vida normal lado a lado com você.

Simplesmente lindo!

Mariana

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010 Sem categoria 1 Comentário

Tempo de ser humano

Segundo o psicanalista Jean-Pierre Lebrun, não nascemos humanos, nós nos tornamos humanos. É preciso aprender a lidar com o sofrimento para sermos plenamente humanos. Há alguns meses ouvi uma palestra maravilhosa do filósofo Pondé, onde ele falou sobre a difícil relação das pessoas com a verdade. Saber lidar com ela tem a ver com aceitar que o sofrimento faz parte de ser humano.

O problema é que lidar com isso parece não combinar com nosso objetivo maior, que é ser feliz. Enquanto somos crianças, achamos que o mundo é justo, que existem coisas injustas, que existe um bom e um mau e crescemos tentando encaixar a vida e as pessoas nesses termos.

“Ouça querida – disse-lhe Otávia certa vez – não fique assim com essa mentalidade de donzela folhetinesca, não separe com tanta precisão os heróis dos vilões, cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas experiências de química. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível.”

Lygia Fagundes Telles em “Ciranda de Pedra”

A energia que gastamos para julgar a vida seria muito mais útil para aceitá-la. Julgar não altera nem justifica os fatos. Eles não são bons, nem maus, eles simplesmente são. O sofrimento também não chega a ser justo ou injusto. Ele apenas faz parte do preço que pagamos pelas coisas boas da vida. E, apesar das frustrações, a vida também é repleta de surpresas.

“Deve ser boa a vida de peixe de aquário, murmurei.

- Deve ser fácil. Aí ficam eles dia e noite, sem se preocupar com nada, há sempre alguém para lhes dar de comer, trocar a água… Uma vida fácil, sem dúvida. Mas não boa. Não se esqueça de que eles vivem dentro de um palmo de água quando há um mar lá adiante.

- No mar seriam devorados por um peixe maior, mãezinha.

- Mas pelo menos lutariam. E nesse aquário não há luta, filha. Nesse aquário não há vida.”

Lygia Fagundes Telles em “Verão no Aquário”

Mas ninguém duvida que é preciso coragem. Coragem para ser humano o suficiente para mergulhar de cabeça na vida que, segundo Bauman, está cada vez mais líquida. E, na minha opinião, muito mais estimulante.

Bárbara Bufrem

(Fontes imagens: 1 e 2 )

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terça-feira, fevereiro 2nd, 2010 Sem categoria 1 Comentário

Via Design 3.0 e o Grupo de Planejamento do Brasil

Ontem fui ver uma exposição de design de móveis que está no Centre Pompidou que mostra 40 protótipos assinados por designers franceses emergentes e estabelecidos. O evento comemora os 30 anos da VIA (Organização para a valorização da inovação em design de móveis), uma instituição francesa cuja missão é agir como uma plataforma entre os talentos emergentes e os designers profissionais. Eles fazem isso de diferentes maneiras: dão suporte para a criação de protótipos, para exposições no mundo todo, aconselhamento para novos talentos e abrem discussões entre jovens designers, artistas estabelecidos, fabricantes e distribuidores.

A exposição retrata a história de designers franceses emergentes que tornaram-se referências globais como Philippe Starck, Jean Nouvel, Pierre Clairefontaine e também artistas mais recentes como Philippe Nigro e François Azambourg. A qualidade e beleza dos móveis expostos confirma a eficiência com que a VIA consegue cumprir sua missão.

Grande exemplo… fiquei pensando se essa não seria a verdadeira missão do (nosso) Grupo de Planejamento do Brasil: ser uma plataforma entre jovens talentos e profissionais estabelecidos. E pensei ainda se nós, do GP, não teríamos formas de dar mais destaque aos planejadores emergentes.

Fica ai a sugestão e a vontade de ajudar a fazer acontecer. Alguma idéia?

Rita Almeida

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010 Sem categoria Nenhum Comentário

Cidade Maravilhosa, cheia de blocos mil

O Carnaval tá chegando, o Rio de Janeiro como sempre é um dos destinos mais badalados, mas tem gente que ainda não conhece o carnaval que acontece do lado de fora da Marquês de Sapucaí.

E pra ajudar a vida dos foliões, o blog Diário do Rio de Janeiro fez um apropriadíssimo uso da ferramenta Google Maps (que cada vez ganha mais usos criativos) para divulgar os locais e dias que os blocos tomam as ruas.

Acesse o mapa original aqui

A questão é que ao olhar para a imagem, observamos duas coisas:

1 - A cultura popular dos blocos de rua tomou quase toda a área do Rio de Janeiro, e é espantosamente maior do que muitos poderiam imaginar.

2 - Surge uma dicotomia: para alguns essa é a imagem do paraíso, com infinitas opções de curtição, enquanto para outros pode ser a imagem do inferno, de uma cidade maravilhosa tomada pela bagunça do carnaval.

Por enquanto, somos adeptos da primeira ótica: o mais difícil ao analisar esse mapa é decidir o que NÃO FAZER.

Dica da querida foliã Mariane.

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quinta-feira, janeiro 28th, 2010 Sem categoria 2 Comentários

A geração da troca

A ideia deste texto é provocar algumas reflexões sobre uma pergunta que já se tornou um clichê: “Qual é a causa da juventude de hoje?

Para começar, vamos olhar para o topo da pirâmide, um recorte bastante estereotipado. O perfil é o seguinte:

Já temos informação suficiente para presumir que se trata dos “mauricinhos”, “filhinhos de papai”, apreciadores da futilidade, da vida fácil e dos bens materiais. Essa fatia da juventude já é formadora de opinião, e tem grande potencial de estar, em breve, na liderança do país. É exatamente esta faixa que preocupa os mais críticos que insistem em taxar a juventude atual como apática, vazia, egoísta e desprovida de sonhos.

Pois é, mas há algum tempo tenho evitado ao máximo fazer este tipo de distinção. São jovens exigentes, sim, que enxergam o luxo como um meio de trazer o conforto que estão acostumados, mas não necessariamente como um fim – uma premissa de vida.

Talvez o “vazio” não esteja dentro deste jovem, mas no mundo que ele encontra aí fora. E uma das formas que tenho observado alguns destes jovens preencherem suas vidas é através da troca. Enquanto “possuir” é algo estático, “trocar” é movimento, transformação.

Já que a internet derrubou as barreiras do tempo e conhecimento, e esvaziou o valor da propriedade, a prioridade passou do “ter” para o “fazer”. Nesse ambiente, estes jovens podem e QUEREM trocar. Experiências, culturas, conhecimento, sensações e humanidade.

Aquela viagem de 7 dias para o Tahiti, e até o intercâmbio para a Califórnia (para dar aquela reforçada no inglês), estão dando lugar para novos sonhos: participar de um programa mundial de jovens empreendedores, construir casas para famílias muito humildes, monitorar crianças de dezenas de países do mundo em um “acampamento multi-cultural”, receber estrangeiros como irmãos em sua casa e até participar da reconstrução do Haiti.

Trocar significa aprender, ensinar, fazer, receber, construir, conviver, se colocar no lugar. E assim os jovens estão liderando a construção de um mundo mais plural, conectado e livre. Um mundo vazio de paredes e cheio de calor das múltiplas relações humanas.

Rafael Mendonça

Para quem se interessar, aqui alguns links das iniciativas citadas:
http://www.umtetoparameupais.org.br/
http://www.br.cisv.org/
http://www.yip.se/
http://www.couchsurfing.org/

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quarta-feira, janeiro 27th, 2010 Sem categoria 2 Comentários

Água e areia

Quantas vezes vocês já tiveram uma janela no coração aberta pela ingenuidade e espontaneidade de uma criança? Essa sensação não é maravilhosa? Não faz a gente lembrar que a vida é muito mais simples e mágica do que levamos no dia a dia?

Essa semana meu enteado de 7 anos tocou meu coração com seu jeito de ver a vida. Estávamos falando das férias, viagens, o que vimos, o que gostamos, etc e ele me contou o presente que trouxe para o pai. Ele foi para uma praia que achou muito linda. Tanto a areia quanto a cor do mar. O que ele fez? Decidiu trazer dois potinhos para dar de presente para o seu pai: em um ele colocou a areia e em outro pote pôs a água do mar “que já não está da cor que era… era bem mais azul!”

Quando viajamos, ficamos preocupados com o presente que vamos trazer, se a pessoa vai gostar ou usar, quando na verdade o “presentinho” da viagem é justamente o que o Edu fez: trazer pra quem a gente ama um pouco do que vimos , vivemos e que queremos compartilhar.
Ainda bem que existem crianças em nossas vidas para despertar o que fica adormecido dentro da gente.

Mariana

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terça-feira, janeiro 26th, 2010 Sem categoria 3 Comentários

SPFW - T-Shirt

Mais um começo de ano agitado. A semana passou correndo entre flashes, celebridades, namorado da Madonna,desfiles, entrevistas e muita conversa animada. Hoje, último dia de SPFW, não podíamos deixar de escrever um post sobre o evento.

Com tantas poses e brilhos, resolvemos destacar aquilo que tem no armário de todo mundo, que todo mundo gosta de usar para dormir, que tem a sua preferida, que rouba do namorado e que se encaixa perfeitamente no domingo de manhã, no momento de relax total, que traz memória e que te acompanhará em todas as fases da vida: a boa e velha camiseta. Aliás, quanto mais velha melhor.

No piso térreo do SPFW ela - a camiseta, tem posição de destaque. Exatamente assim, velha, usada. Porém não é qualquer camiseta. É a camiseta do Alex Atala, Arnaldo Antunes, Sabrina Parlatore, Erika Palomino, Raí, Marisa Orth, Supla, Seu Jorge, Zeca Camargo, entre outros.


É a exposição Oi T shirts. Cada camiseta conta uma história. Cada camiseta conta um fato marcante na vida dessas pessoas, e é por isso que elas estão lá.
Foi uma surpresa gostosa deparar com elas ali no meio da Bienal, e ler a historinha de cada uma - e entender o porquê elas são tão especiais.

Me fez refletir sobre a moda. Mais importante do que você usa é a experiência que você vai ter com aquela peça. É a vida lá fora que vai te marcar e fazer daquela peça algo único e especial. E aí sim, aquele pedaço de tecido cria magia e faz todo sentido. E toda vez que a gente abrir o armário a gente vai lembrar não do quanto ele é lindo, e sim das emoções que tivemos passeando com ele.

E então eu fiz um exercício.

Para mim por exemplo, olhar essa bata no armário é lembrar da Ilha do Cardoso, do mar e do mangue, da casinha fofa de pescadores e dos meus amigos do mato. É lembrar de verões passados, do Sol, de livro antigo, de rede e doce depois do almoço. É ouvir Dorival Caymmi o dia inteiro no Ipod até cansar. E depois tomar um banho gelado para ver a noite chegar com o céu mais estrelado do mundo.

Lali

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sexta-feira, janeiro 22nd, 2010 Sem categoria 2 Comentários

CO.R às 5

A CO.R é uma consultoria de inovação estratégica fundada por Rita Almeida. Para falar com a gente, 11.3589.5785 ou cor@corinovacao.com.br. Visite também o nosso site e fique atento ao blog - todo dia, às 5 da tarde, alguma nova idéia ou descoberta.

 

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